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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Entrevista Politécnico de Excelência valoriza estudantes e parceiros

26-02-2026

O Politécnico de Portalegre promove a terceira edição do ‘Politécnico de Excelência’, no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre, a 27 de fevereiro. A iniciativa visa reafirmar o compromisso institucional com a valorização do mérito académico e profissional de alunos, investigadores e alumni.

A cerimónia distinguirá os percursos que se destacaram pela inovação e impacto na comunidade. Contará com uma rede de mais de cinco dezenas de parceiros empresariais que apoiam a atribuição de prémios e reforçam a ligação entre a academia e o desenvolvimento regional.

Luís Loures, presidente da instituição, revela que o evento “visa, acima de tudo, reconhecer o mérito. Muitas vezes há um certo desprestígio das instituições que não são centradas em Lisboa e no Porto. Não há o devido reconhecimento ao trabalho que é desenvolvido. Com esta iniciativa quisemos enfatizar, aquela que é a dinâmica destas instituições, a dinâmica do Politécnico de Portalegre e que nós temos com os nossos parceiros. Mas queremos também sublinhar que há muito mérito nestas instituições que, embora não estejam situadas nas grandes cidades como Lisboa ou Porto, têm exatamente os mesmos critérios de avaliação, são sujeitas aos mesmos requisitos de qualidade e que, no final, têm vários alunos colocados com médias 18 e 19 valores e muitos estudantes que terminam os cursos e vão trabalhar para empresas multinacionais de excelência”.

O presidente do Politécnico de Portalegre recorda que a iniciativa “começou com o objetivo de desmistificar esse aspeto e acabou por ser um sucesso. Todos os anos atribuímos mais de 100 prémios, 100 bolsas de mérito e destacamos aquilo que melhor se faz”.

Luís Loures realça a ligação “entre a formação e o tecido empresarial. O que temos são empresas de cada uma das áreas em que oferecemos ofertas formativas. São parceiros nossos, de excelência, que acabam por financiar estas bolsas para os alunos e por «apadrinhar» os alunos, que conhecem, com quem têm relações de proximidade, o que facilita a inserção dos estudantes na vida ativa, e uma maior aproximação entre a oferta e a procura”.

O envolvimento de mais de uma centena de parceiros de excelência resulta, no entender de Luís Loures, “do reconhecimento pelo trabalho e formação realizados no Politécnico de Portalegre. Os nossos parceiros sabem que respondemos afirmativamente a todos os desafios. Não dizemos que não a ninguém, estamos sempre disponíveis para apoiar projetos, para apoiar ideias, para apoiar o desenvolvimento do território, da cidade e da região”.

Aquele responsável sublinha que esta iniciativa tem dois sentidos. “Nós distinguimos o aluno que tem a melhor média, que se distinguiu, porque foi o que participou em mais ações de voluntariado ou o que entrou com a melhor média. Ou seja, são sempre recursos altamente qualificados e diferenciados. São aqueles que se distinguiram perante os outros por mérito. E, num país onde a meritocracia é cada vez menos valorizada, isto também cria esse aspeto positivo. Depois ficamos extremamente contentes, quando verificamos que há muitos casos de sucesso de empresários que conheceram os premiados e estes já estão a trabalhar com eles nas suas empresas. Isso é muito positivo, pois sabemos que hoje em dia, uma das competições mais ferozes que as empresas e as companhias vão ter que enfrentar internacionalmente é a busca por recursos humanos que façam a diferença nas empresas. E as empresas sabem isso. Sabem que, apoiando esta iniciativa, têm acesso aos melhores dos melhores”.

Esta questão e os prémios em si fazem também com que os estudantes “tenham uma competição saudável. Notámos, por exemplo, que as médias subiram ligeiramente. Os estudantes que têm hipóteses de vir a ganhar um prémio - há prémios que ainda são bastante significativos, basta pensarmos em três anos de propinas - querem ser melhores porque querem ganhar e querem ser os melhores da sua turma e da sua escola. E isto é positivo. Porquê? Porque é uma competição salutar em que cada um vai tentar tirar o melhor que tem para dar, neste caso à formação, mas depois também à sociedade”, diz Luís Loures.

 

 

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