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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

Por uma escola de valores

Com o início de mais um ano escolar recomeçam as rotinas académicas, os desafios da aprendizagem, os roteiros da camaradagem, a construção de percursos de vida.

Vêm aí os novos aprendentes

A indiscutível fonte do incremento do ensino superior nos países mais desenvolvidos da Europa e dos Estados Unidos tem-se realizado à custa da admissão de milhares de alunos seniores que aí procuraram uma formação que lhes permita sobreviver na feroz economia do mercado concorrencial, ou que aí regressam para melhorar, ou mesmo reconverter a sua formação de base.

Currículo és, professor serás.

Faz um mês que considerámos, nestas páginas, ser necessário conceber e viabilizar a escola como comunidade educativa, pluridimensional, com características de autonomia nas dimensões curricular, pedagógica e administrativa, gerida com a participação da comunidade escolar e local e em interacção permanente com esta.

Os caminhos do humanismo

Para o bem e para o mal, os sistemas educativos europeus têm cumprido a tarefa de transmitir o saber através de um conjunto de procedimentos e processos, complexos e elaborados, para que os alunos se insiram na cultura do seu país e salvaguardem o seu património cultural, cujo principal suporte é, obviamente, a língua.

Formar professores para amanhã

É consensual que, na próxima década, vamos assistir a uma diminuição acentuada do número de docentes, face ao envelhecimento da classe e à ausência de respostas consistentes na sua renovação.

Não os obriguem a ser mais do que já são

Com o lento passar do tempo e da memória colectiva, geração após geração, os professores ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega.

O Pequeno Polegar vai à Escola

Houve um tempo em que o dedo polegar foi abusivamente utilizado para pedir “boleia” na estrada por esse mundo fora. Foi um gesto que se transformaria num dos símbolos dos anos 60 do século passado e das grandes aventuras adolescentes do flower power, e que à época ajudou a transportar toda uma geração para destinos de sonho e de utopia.

Chegou a hora de formar mais docentes

Os professores que resistem e recusam perder a sua profissionalidade, aqueles que estão presentes e aceitam os novos desafios, são muitas vezes olhados como heróis sociais pelo modo como enfrentam o embate das mudanças, das pressões e das críticas injustas, por vezes acumuladas por mais de uma geração.

A pandemia e a escola pública

Temos reafirmado, inúmeras vezes, que Escola Pública é, talvez, a maior conquista educacional da sociedade portuguesa das últimas quatro décadas. Diríamos melhor: a edificação da Escola Pública, em paralelo com a consolidação do Serviço Nacional de Saúde.

Onde está o futuro da Escola?

Está nos jovens, nas crianças e nos pais que todos os dias a procuram; na população adulta que quer saber mais; nos desajustados que desejam ser reconvertidos; nos arrependidos que cobiçam reiniciar um novo ciclo da sua vida; nos que não tiveram oportunidade (porque a vida também sabe ser madrasta) e agora buscam o alimento do sucesso; na sociedade e no Estado que já não sabem (e não podem…) viver sem ela e, sobretudo, pressente-se nos professores e educadores que são a alma, o sal e o sangue de que se faz todos os dias essa grande construção colectiva.

Contradições do discurso pedagógico

A generalidade dos responsáveis pela educação nos países da Comunidade Europeia convergem na crítica a um certo tipo de escola que consideram demasiado racional, super especializada, impregnada de rotinas obsoletas e de estereótipos administrativos.

O professor e o poder da varinha mágica

Ser professor acarreta uma profunda carga de utopia e de imaginário. Com o lento passar do tempo e da memória colectiva, gerações após gerações ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega.

E há violência na escola?

Não vale a pena fingir. Sempre houve bullying na escola! Todos guardamos memória disso. Na escola e no emprego, na família e no desporto, nos quartéis e nas igrejas, nos partidos e, até, nos mais insuspeitos grupos de amigos… Sempre o houve, onde e quando se agregaram pessoas e se formaram grupos onde coexistem fortes e fracos, chefes e chefiados, agressores e vitimados, ou seja, sempre e quando se desenvolveram relações de desigualdade na partilha do poder.