A Universidade de Évora (UÉ), através do seu Centro de Inovação Pedagógica (CIP), lançou, no passado dia 4 de fevereiro, a nova iniciativa “Mês a Mês – Novidades e Partilhas”.
Ao Ensino Magazine, a UÉ explica que este será um "espaço regular de encontro, reflexão e diálogo dedicado à inovação pedagógica no ensino superior".
Segundo a academia, pretende-se "promover a divulgação de ideias inovadoras no domínio das práticas de ensino, bem como a partilha de experiências pedagógicas, afirmando-se como um espaço aberto de aprendizagem colaborativa entre docentes, investigadores e demais interessados na educação".
Como o nome indica, “Mês a Mês – Novidades e Partilhas”, é um ciclo de encontros mensais, que pretende "alimentar uma dinâmica contínua na comunidade académica".
Hermínia Vasconcelos Vilar, reitora da Universidade de Évora, sublinha o caráter estruturante desta iniciativa no contexto da estratégia institucional.
“Este momento assinala a primeira iniciativa do Centro de Inovação Pedagógica da Universidade de Évora e concretiza uma aposta que tem vindo a ser feita no âmbito da inovação pedagógica”, disse, enquanto salientou o trabalho desenvolvido no domínio da Inteligência Artificial, reconhecendo “o mérito da equipa da Vice-Reitoria para a Educação e Inovação Pedagógica, que tem impulsionado de forma consistente as práticas pedagógicas de ensino”.
Na mesma nota, Ana Paula Canavarro, vice-reitora para a Educação e Inovação Pedagógica, realça a relevância do CIP enquanto espaço agregador da comunidade académica. No âmbito da sessão, apresentou o Referencial para o Uso da Inteligência Artificial na Universidade de Évora, enquadrando-o na Estratégia Institucional para o Uso da IA, cuja apresentação pública teve lugar em novembro de 2025.
Segundo Ana Paula Canavarro, “quando olhamos para o uso da IA temos de pensar não só na forma como ensinamos, mas também na forma como avaliamos”. O referencial, explicou, “pretende contribuir para a definição de uma política de utilização da IA no contexto educativo, assente em princípios de coerência pedagógica, transparência, integridade académica, inclusão e monitorização contínua”, assumindo-se como um documento orientador comum para toda a instituição.
A Vice-Reitora sublinhou ainda o caráter participativo do processo de construção do referencial, desenvolvido por um grupo de trabalho especializado coordenado pelo Pró-Reitor para a Transformação Digital e Ciência Aberta, Vítor Nogueira.
“Durante dois meses mantivemos um canal de contacto aberto e recebemos 37 contributos, porque consideramos imprescindível ouvir as vozes dos múltiplos atores da nossa comunidade académica”, referiu, acrescentando que o documento irá vigorar no próximo semestre letivo, clarificando, entre outros aspetos, os contextos, finalidades e princípios de transparência associados ao uso da IA na produção académica.
De referir que na sessão de apresentação deste Ciclo de encontros, Isabel Fialho, Coordenadora do CIP, apresentou o website do Centro, disponível em cip.uevora.pt, onde passam a estar acessíveis informações sobre eventos, ações de formação e ferramentas de Inteligência Artificial licenciadas ou protocoladas pela Universidade.
Ainda na nota enviada à nossa redação, Ana Artur, docente do Departamento de Pedagogia e Educação e membro da Comissão Coordenadora do CIP, destacou a importância da criação de uma comunidade ativa de partilha pedagógica, defendendo “um espaço privilegiado de reflexão e debate, marcado pela horizontalidade, pela abertura e pela segurança na partilha de boas práticas de docência”.
Por sua vez, Maria José Bule, docente do Departamento de Enfermagem e também membro da Comissão Coordenadora do CIP, apresentou o Concurso de Inovação Pedagógica da Universidade de Évora, a lançar brevemente, que visa apoiar o desenvolvimento de projetos de inovação pedagógica que visam a promoção da melhoria do sucesso académico dos estudantes.
A Universidade de Évora adianta que "no decorrer deste primeiro encontro mensal, Maria da Luz Barros e Susana Delgadinho, docentes do Departamento de Enfermagem, apresentaram um exemplo de aplicação da metodologia case based learning, partilhando um caso concreto de inovação pedagógica que protagonizaram, os desafios enfrentados e os resultados alcançados. A abordagem, centrada em cenários do mundo real, promoveu a aplicação da teoria à prática, valorizando a aprendizagem como um processo ativo de construção do conhecimento, assente na experimentação, na reflexão crítica e no envolvimento direto dos estudantes".