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Protocolo assinado UÉvora investiga área protegida de Cascais

18-03-2026

A Universidade de Évora assinou, no dia 4 de março, o protocolo que dá início aos estudos científicos que apoiarão a criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) Cascais–Mafra–Sintra. A sessão decorreu na Ericeira, concelho de Mafra, e contou com a presença de representantes do Governo, das autarquias de Cascais, Mafra e Sintra, da Fundação Oceano Azul e das instituições científicas envolvidas. O projeto é financiado pelo Fundo Ambiental, garantindo os recursos necessários para a realização dos estudos científicos.

A Universidade de Évora participa neste projeto através de David Jacinto e outros investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, que trabalham no Laboratório de Ciências do Mar da Universidade de Évora (CIEMAR), contribuindo para a caracterização dos recursos marinhos da zona costeira. “Este trabalho em consórcio entre a Universidade de Évora, com outras instituições nacionais e contando com a participação de investigadores do MARE e de outros centros de investigação, dá continuidade a trabalhos anteriores e reflete a longa colaboração entre estas equipas”, explica David Jacinto.

A equipa da Universidade de Évora também contribuirá para o estudo dos valores naturais e de espécies-chave para os ecossistemas costeiros, reforçando a base científica necessária para a futura área protegida. “No que respeita aos estudos relativos a ambientes intertidais, a Universidade de Évora estará mais ligada ao mapeamento de recursos marinhos, nomeadamente o percebe, o mexilhão e as lapas, mas também outras espécies formadoras de recifes”, destaca o investigador.

O projeto envolve equipas multidisciplinares do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, das unidades regionais de investigação da Universidade de Évora, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Faculdade de Ciências e Tecnologias da NOVA, da Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha (MARDIVE), e ainda do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), que irão caracterizar a biodiversidade marinha, habitats e valores naturais ao longo da costa dos três municípios. A diversidade de metodologias empregadas, desde mergulho científico a sistemas de vídeo subaquático e levantamento batimétrico, reflete a complexidade da região e a necessidade de colaboração entre diferentes equipas.

Os trabalhos científicos dão continuidade à investigação iniciada em 2022, durante a expedição “Oceano Azul Cascais | Mafra | Sintra”, que recolheu os primeiros dados sobre habitats e espécies de interesse. Além da caracterização ecológica, o projeto inclui estudos socioeconómicos e processos participativos com comunidades locais, garantindo que o conhecimento científico se integra nas necessidades e práticas das populações costeiras.

No contexto do objetivo internacional 30x30, que prevê a proteção de pelo menos 30% do oceano até 2030, a investigação científica conduzida pela Universidade de Évora e pelas equipas parceiras é fundamental para apoiar decisões de gestão e conservação sustentáveis na região.

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