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Universidade UBI com centro de inovação para elaboração de candidaturas a projetos

06-02-2026

A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar formação altamente especializada para profissionais que elaboram candidaturas de projetos para financiamento pela União Europeia (UE), com recurso a inteligência artificial (IA). O anúncio foi feito pela instituição em nota enviada ao Ensino Magazine.

De acordo com a UBI, "esta oferta resulta da criação do UBI Training Hub – AI-Assisted Project Writing, o qual tem por base o sistema WinCode, e assenta em bases metodológicas que incorporam aspetos que o diferenciam de outras ferramentas".

Como exemplo, a UBI fala na implementação da filosofia «Human-in-the-Loop» e de um «Fact-Checking Mandate», conduzindo a pesquisas apenas em fontes oficiais e evitando assim as “alucinações” de outros modelos genéricos de IA.

Sílvia Socorro, vice-reitora da UBI, explica, na mesma nota, que “este aspeto diferenciador pesou naturalmente na adesão à iniciativa, pois apesar de muitas instituições de renome terem formações a este nível, como é o caso do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Universidade de Boston ou da Universidade de Oxford, só para referir algumas, a UBI considera que existem preocupações e critérios que é preciso garantir, no uso destas ferramentas”.

“Por este motivo, e paralelamente, investimos em cursos e Webinars de Ética e Integridade da Investigação e de utilização responsável de IA, que irão abrir em breve”, reforça.

A informação enviada à nossa redação acrescenta que "o Hub pretende inovar na escrita de candidaturas com recurso a um modelo cientificamente rigoroso de conceção e gestão de projetos, orientado para maximizar a eficácia na captação de financiamento da UE e reforçar a sustentabilidade dos projetos".

O curso de lançamento do Hub, que decorre de 3 a 5 de fevereiro, e outros que virão a ser realizados, serão centrados na utilização responsável de ferramentas de IA e na aplicação de metodologias estruturadas, abrangendo todo o ciclo de um projeto de investigação: conceção, preparação para avaliação, implementação e elaboração de resultados.

No entender de Sílvia Socorro que “a questão central em torno do uso da IA é a sua aplicação dentro dos mais rigorosos padrões éticos e de boas práticas”.

Na mesma nota, a vice-reitora responsável pelas áreas da Investigação, Inovação e Desenvolvimento chama a atenção para a relevância atual do tema, que tem estado em análise e reflexão por várias entidades, como é o caso da EUA (European University Association).

“Esta organização tem uma publicação recente, que contou com a participação de Paulo Ferreira (Presidente do CRUP), que explora, precisamente, como as instituições de Ensino Superior se devem posicionar, isto é, promovendo a consciência sobre a capacidade e as limitações da IA e alinhando a investigação com padrões científicos abertos, práticas de dados FAIR e iniciativas de métricas responsáveis, como a Coalition for Advancing Research Assessment (CoARA) e o Código de Conduta Europeu para a Integridade da Investigação”, conclui.

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