Jorge Maia, investigador do Departamento de Física da Universidade da Beira Interior, está a coordenar uma nova fase da experiência GLOSS que envolve o teste de materiais essenciais para os sensores dos futuros telescópios de raios gama em ambiente orbital.
As amostras recuperadas da Estação Espacial Internacional estiveram expostas a condições extremas, com temperaturas oscilando entre -150°C e +120°C, além de radiação intensa, permitindo agora uma avaliação precisa da sua degradação e viabilidade tecnológica.
A equipa liderada por Jorge Maia e Rui Curado Silva irá comparar, nos próximos meses, estes sensores expostos ao espaço com modelos idênticos mantidos na Terra, com o objetivo de influenciar o desenvolvimento de telescópios de próxima geração.
O projeto GLOSS, que envolve instituições portuguesas e italianas, é financiado pelas agências espaciais Europeia e Portuguesa, representando um avanço significativo na capacidade de observação em astrofísica de altas energias.