Cerca de 120 jovens investigadores de Portugal, Espanha, Itália, França, Brasil, México, Peru e Jordânia participaram, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, na Universidade de Évora, no VIII Encontro Internacional de Jovens Investigadores em História Moderna.
A iniciativa teve como tema “Mundos Ibéricos, Diversidade e Globalização (séculos XV–XVIII)”e foi dinamizada pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), em parceria com a Fundação Espanhola de História Moderna (FEHM).
Organizado bienalmente pela FEHM, este encontro internacional afirma-se como um espaço privilegiado de debate científico e de projeção internacional da investigação em História Moderna desenvolvida por jovens investigadores.
Citada em nota enviada para a nossa redação, Cristina Borreguero Beltrán, presidente da Fundação Espanhola de História Moderna, considera que “entender a globalização ibérica é a chave para compreender o ADN do nosso mundo atual”.
Na mesma nota, Jaime Serra, Diretor do CIDEHUS da Universidade de Évora, agradeceu à FEHM “o voto de confiança depositado na Universidade de Évora” para a organização do encontro, reafirmando o compromisso institucional com a valorização das novas gerações de investigadores.
Para aquele responsável, “os jovens investigadores são o futuro do conhecimento e exigem uma aposta contínua”, sendo este encontro um dos pilares do projeto científico do CIDEHUS, ao promover “o diálogo intercultural e a cooperação interuniversitária”.
O Encontro contou ainda com as intervenções de Francisco Fernández Izquierdo, gerente da Fundação Espanhola de História Moderna (destacou o caráter estratégico do evento); e Fernanda Olival, diretora do Programa de Doutoramento em História da Universidade de Évora e investigadora do CIDEHUS (chamou a atenção para os desafios estruturais das carreiras académicas);
O programa científico incluiu a conferência inaugural, intitulada “La circulación de personas en las monarquías pluricontinentales ibéricas en los siglos XVII y XVIII”, proferida por Nuno Gonçalo Monteiro (ICS–Universidade de Lisboa), com moderação de Fernanda Olival.
Destacaram-se ainda as oficinas especializadas, nomeadamente “Análise de redes sociais na investigação em História: conceitos, métodos e prática”, por Ana Sofia Ribeiro (CIDEHUS–Universidade de Évora), e “Fazer o Estado da Arte com IA / Hacer el Estado del Arte con IA / State of the Art with AI”, dinamizada por Ivo Santos (CIDEHUS & High Performance Computing Chair – Universidade de Évora), refletindo a renovação metodológica e a integração de ferramentas digitais na investigação histórica.
A estrutura do encontro organizou-se em seis secções temáticas, contemplando áreas que têm suscitado particular interesse entre jovens historiadores e que evidenciam uma significativa renovação historiográfica e metodológica. O objetivo central passou por garantir a mais ampla participação possível, mantendo o espírito fundacional dos encontros promovidos pela FEHM e reforçando o papel da Universidade de Évora como polo internacional de investigação em História Moderna.