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Universidade Universidade de Évora: Feliz Minhós faz a sua última lição

08-04-2026

O professor catedrático da Universidade de Évora, Feliz Minhós, realizou a sua última lição. Na ocasião disse "sou docente e matemático por acaso". A sessão decorreu no Colégio do Espírito Santo daquela academia.

Com mais de 100 artigos publicados em revistas especializadas, Feliz Minhós, trabalhou com 70 colaboradores em coautorias de trabalhos científicos. No passado dia 27 fez a sua despedida da Universidade de Évora, com a preleção "Última lição, eventualmente…”, tendo partilhado o desejo que “esta última lição provavelmente será a primeira de uma nova fase e espero que haja mais oportunidades de ensinar, se a saúde o permitir”.

O docente esteve 37 anos na Universidade de Évora e recordou o que o que o atraiu foram “os problemas com valores na fronteira. Não há dependência contínua dos valores dados na fronteira”, explicou, acrescentando que “mudando as condições de fronteira, o problema e a solução mudam. Por isso, temos que ser criativos”. Partilhou, ainda, que nos seus artigos procurou sempre explicar que “a Matemática pura e a Matemática aplicada não existem uma sem a outra e influenciam-se mutuamente”.

À comunicação da Universidade de Évora explica que "a lição que tiro da minha vida pessoal é que há que aproveitar as oportunidades que a vida nos dá e, aproveitando essas oportunidades, fazer o possível para singrar nelas. Foi isso o que eu fiz. Nunca pensei em ser professor e matemático e calhou ser professor e ser matemático. Mas quando tomei estas opções, levei-as a fundo com muito trabalho, com muito interesse e com muita dedicação”.

Durante a “Última Lição” ilustrou o porquê das escolhas do ensino e da matemática terem sido por acaso. Optou pelo ensino porque permitiu não ter que fazer o ano de serviço cívico que era obrigatório e que escolheu matemática porque era o curso que não tinha aulas práticas com frequência obrigatória.

"Além de todo o trabalho desenvolvido, o que eu realço mais e o que me dá mais prazer em tudo é ver o brilho nos olhos dos alunos. Quando eles compreendem alguma coisa nova que nós queremos explicar, quando esclarecemos uma dúvida, algo que eles não percebiam e passam a perceber, algo que não gostavam e passam a gostar... esse brilho nos olhos dos alunos é a maior riqueza que eu retiro e o maior prazer que tive na docência”, acrescentou.

Na sessão de abertura, intervieram a vice-reitora da Universidade de Évora, Maria João Costa, o diretor do Instituto de Investigação e Formação Avançada, Rui Salgado, a colega Maria Clara Grácio, e o diretor da de Ciências e Tecnologia, Fernando Carapau. Todos realçaram o percurso de Feliz Minhós.

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