O Primeiro-ministro, António Costa, inaugurou, no passado dia 25, a Residência de Estudantes III Retrofit, requalificada no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Aquele espaço foi o primeiro do país (de uma instituição de ensino superior) a ser aberto dentro daquele Plano.
A Residência III Retrofit faz parte do conjunto de intervenções que a UBI está a levar a efeito para oferecer as melhores condições de habitação aos alunos. Na cerimónia marcaram presença as ministras da Presidência, e da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, bem como o Secretário de Estado do Ensino Superior.
Com este espaço, a UBI disponibiliza 47 camas, num edifício que, “após a remodelação, alberga as melhores condições em quartos duplos e individuais, um deles preparado para receber uma pessoa com mobilidade condicionada, três cozinhas completamente equipadas, salas convívio e lazer, de estudo/biblioteca e um ginásio. Toda a estrutura foi requalificada tendo em conta as preocupações com a eficiência energética e, num plano mais abrangente, a minimização de uma das maiores necessidades nacionais dos últimos anos: a falta de alojamento universitário condigno e a preços acessíveis”, explica a universidade em nota.
Mário Raposo, reitor da UBI, recorda (citado na mesma nota) que “dado o elevado número de alunos deslocados de outras zonas do país, a UBI desde cedo desenvolveu projetos que lhe permitiram construir um conjunto de residências universitárias, para dar resposta à procura por parte dos alunos mais carenciados. Além disso, a vivência nas residências universitárias molda o comportamento e a personalidade, ajuda o estudante a tornar-se mais independente, aumentando a sua autoconfiança e autoestima. Foi assim que construiu, desde o século passado, uma oferta de 800 camas destinadas aos estudantes deslocados, tendo tido, durante muito tempo, o melhor rácio aluno/cama das
universidades portuguesas”.
A presença dos membros do Governo foi aproveitada por Mário Raposo para lembrar que “a UBI tem, ao longo do seu percurso, atingido um conjunto de metas e objetivos que justificam plenamente o investimento que a sociedade faz em nós, através do pagamento dos seus impostos”, disse, lembrando também algumas realidades que impõem limitações: “Se assim já atingimos o nível atrás referido, imagine-se onde chegaremos quando o orçamento que nos for atribuído for justo. Fica, pois, o desafio ao Governo para corrigir o orçamento que nos é atribuído”.
Na sua intervenção, António Costa, sublinhou a importância da academia, enfatizando “a extraordinária colaboração que a UBI tem dado, não só na região, mas no país. O papel que a Universidade da Beira Interior está a desempenhar, na execução do Programa de Recuperação e Resiliência, não se limita aos investimentos que está a fazer na reabilitação ou construção de novas residências, de reforço do seu próprio equipamento para a sua própria atividade, mas, pelo contrário, está a investir o seu conhecimento, os seus recursos, as suas capacidades para que outros, designadamente as empresas tenham esta capacidade de, com o conhecimento aqui produzido, poderem melhorar a sua produtividade e o valor dos produtos que colocam no mercado”.