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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXV

Universidade Rede de ensino superior é determinante para o país

13-05-2022

O presidente do Conselho Geral da Universidade de Évora classificou a rede de ensino superior portuguesa como um dos mais importantes instrumentos de coesão territorial do país. João Carrega falava na cerimónia de tomada de posse da nova reitora da instituição, Hermínia Vilar. “As instituições de ensino superior portuguesas são um dos instrumentos mais poderosos que o país pode utilizar numa perspetiva de coesão territorial. Partilho da perspetiva do ex-ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, quando afirma que não há instituições de ensino a mais em Portugal. E não há”, começou por referir.

No seu entender, Portugal “tem uma rede que abrange todo o território, onde o que é diferente deve ser tratado de acordo com as suas especificidades. E as instituições devem procurar encontrar soluções e caminhos, não apenas per si, mas com os seus pares, para o seu futuro, o desenvolvimento das regiões em que estão inseridas e do próprio país”.

Para o presidente do Conselho Geral da Universidade de Évora, “a tarefa de desenvolver redes colaborativas dentro da própria rede é algo que as instituições de ensino superior têm procurado fazer, mas que deve ser reforçado a vários níveis, sem a subserviência de nenhum dos intervenientes face a outros, nem a perda de qualquer autonomia, mas com a ambição de, em conjunto, poderem servir melhor os seus alunos, a sua região e o seu país, apresentando projetos em parceria”.

Neste contexto, diz, “também o poder local deve saber ver nas instituições de ensino superior uma oportunidade de desenvolvimento. Os protagonismos individuais e partidários não devem, nem podem entrar neste processo”.

Para o presidente do Conselho Geral “a construção de pontes (no ensino superior) deve ter também um caráter internacional”, dando como exemplos as duas iniciativas que a Comissão Europeia lançou no início do ano que pretendem reforçar a dimensão europeia do ensino superior e da investigação, e a rede de universidades europeias que está a ser constituída.

João Carrega falaria ainda de um tema que afeta muitas universidades e politécnicos: o subfinanciamento. “Nesta equação, em que o desafio passa por qualificar cada vez mais o país, para que mais jovens e menos jovens possam entrar e concluir o ensino superior, para que mais ofertas formativas possam chegar a mais territórios, é importante apurar muito bem e com justiça o valor da incógnita orçamento. O subfinanciamento do Orçamento de Estado é claro e terá que ser revisto. Como há pouco referi, o que é diferente deve ser tratado de modo diferente”.

O presidente do Conselho Geral felicitou a nova reitora, recordando alguns dos objetivos que Hermínia Vilar apresentou na sua candidatura, no sentido de transformar a Universidade de Évora “numa academia forte, colaborante, aberta e inovadora, baseada em compromissos que assentam na valorização do ensino, na atratividade da oferta formativa; no reforço da investigação; na diversificação das fontes de financiamento; na atração e fixação de recursos humanos; na inovação e envolvimento do tecido empresarial e tecnológico; mas também no reforço da ligação com a comunidade e no assumir da Universidade como interlocutora com as instituições da região”.

 
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