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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Alto patrocínio da Fundação Santander Cláudia Azevedo vence Prémio Universidade de Coimbra

24-02-2026

A presidente executiva da Sonae SGPS, Cláudia Azevedo, é a grande vencedora do Prémio Universidade de Coimbra 2026, confirmou ao Ensino Magazine a Fundação Santander Portugal, instituição que presta o alto patrocínio ao prémio.
“A distinção reconhece não apenas a dimensão do Grupo que lidera, mas sobretudo a forma como exerce a liderança: com visão estratégica, exigência ética, compromisso com a sustentabilidade e aposta consistente na diversidade, na inclusão e na educação ao longo da vida”, explica a nota enviada à nossa redação.
O prémio será entregue, oficialmente, a 1 de março, durante a sessão solene comemorativa do 736.º aniversário da Universidade de Coimbra. Cláudia Azevedo sucede assim a Herman José (2025), Francisco Pinto Balsemão (2024), Leonor Beleza (2023) e António Guterres (2022).
Para a presidente da Fundação Santander Portugal, Inês Rocha de Gouveia, “Cláudia Azevedo é um exemplo de empreendedorismo e de liderança, com uma preocupação permanente com a ligação entre as empresas e a Educação”.
Inês Rocha de Gouveia sublinha que Cláudia Azevedo “merece receber este Prémio tão prestigiado pelo contributo que tem dado ao longo de anos a Portugal e aos portugueses, na criação de emprego e de valor económico e social, sempre com a diversidade e a inclusão como bandeiras”.
Amílcar Falcão, reitor daquela universidade e presidente do Júri do Prémio, que escolha foi escolha unânime por parte do júri desta edição. “Enquanto CEO da Sonae, Cláudia Azevedo tem demonstrado uma liderança estratégica com impacto relevante na economia portuguesa, sempre alinhada com a inovação, o desenvolvimento e a responsabilidade social. As suas preocupações com a formação contínua e a requalificação do talento interno, assim como com a promoção da diversidade, da inclusão e da paridade de género, deviam ser um exemplo para todos os setores da nossa sociedade e justificam este reconhecimento”, disse.
Considerada uma das líderes empresariais mais influentes do país, Cláudia Azevedo está à frente de um Grupo que é o maior empregador privado em Portugal. Com cerca de 50 mil colaboradores, a atividade da Sonae é responsável por gerar mais de 250 mil postos de trabalho em Portugal e representa aproximadamente 3,7% do PIB nacional. Este impacto estrutural na economia traduz-se numa responsabilidade acrescida na forma de decidir e gerir. Sob a liderança de Cláudia Azevedo, a Sonae tem reforçado uma cultura de integridade, transparência e respeito pelas pessoas.
A sustentabilidade é um eixo central desta visão estratégica. Partindo do princípio de que “não existem bons negócios num mau planeta”, a Sonae definiu metas ambientais ambiciosas, como a neutralidade carbónica até 2040, e já superou os 90% de reciclabilidade das embalagens de plástico de marca própria, posicionando-se como referência no setor.
A ligação ao ensino superior e à qualificação do talento constitui igualmente uma marca distintiva da Sonae. O Grupo é reconhecido pela capacidade de integração de jovens qualificados através de programas de estágios e trainees, como o Programa Contacto, que assinala a sua 40.ª edição em 2026. Paralelamente, o Grupo promove anualmente mais de um milhão de horas de formação interna, reforçando a empregabilidade, a mobilidade e a requalificação contínua dos seus colaboradores.
A ligação do Grupo à Educação reflete-se ainda no lançamento do maior prémio privado na área em Portugal, o Prémio Sonae Educação, no valor de 150 mil euros, além do apoio consistente a projetos sociais e iniciativas de requalificação profissional em todo o país.
A promoção da diversidade e da paridade de género é outra prioridade clara da liderança de Cláudia Azevedo. A percentagem de mulheres em cargos de liderança na Sonae aumentou de 34% em 2019 para 41% em 2024, com a meta de atingir 45% este ano. Num artigo publicado no âmbito da reunião anual do World Economic Forum, em Davos, Cláudia Azevedo defendeu que as empresas devem tratar a paridade como uma prioridade central de gestão, alertando que recuar nos compromissos de diversidade, equidade e inclusão não é apenas um erro moral, mas também um erro estratégico.

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