O primeiro Concurso Internacional para Viola Beiroa foi apresentado, no passado dia 26 de março, na Biblioteca Municipal António Salvado. A iniciativa pertence à Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa e pretende desafiar compositores musicais de todo o mundo a escreverem músicas que possam ser interpretadas naquele instrumento português com origem na Beira Baixa.
Miguel Carvalhinho, professor na Escola Superior de Artes Aplicadas do Politécnico de Castelo Branco e presidente daquela Associação, explica que as candidaturas estão abertas até 31 de agosto e que os prémios são aliciantes.
Segundo aquele responsável, o primeiro classificado receberá dois mil euros; o segundo, 1500 e o terceiro, mil euros. Caberá ao júri do Concurso, composto por Miguel Carvalhinho (presidente/professor na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco), Enrique Muñoz (professor na Universidade Autónoma de Madrid) e Rui Dias (docente da ESART), a avaliação dos trabalhos.
Os compositores candidatos deverão apresentar obras entre 4 a 20 minutos, as quais devem ser originais. “Cada candidato poderá submeter até duas obras originais e inéditas, escritas para Viola Beiroa solo ou para Viola Beiroa acompanhada por pequeno ensemble instrumental (até 5 instrumentos, incluindo música eletrónica)”, referiu Miguel Carvalhinho.
Aquele responsável, com doutoramento sobre o ensino daquele instrumento, lembrou a importância da Viola Beiroa no panorama musical português e na rede de Cidades Criativas da Unesco de que Castelo Branco faz parte. Adiantou ainda que o processo da sua classificação como Património Cultural Imaterial nacional está bem encaminhado.
No futuro, diz Miguel Carvalhinho, o objetivo será mais ambicioso com a apresentação de uma candidatura conjunta com o Brasil e Itália, no sentido de classificar as violas de arame a Património Imaterial da Unesco. O que deverá acontecer no âmbito da rede de Cidades Criativas da Unesco de que Castelo Branco faz parte.
Hoje a Viola Beiroa já é ensinada em escolas como o Conservatório Regional de Castelo Branco e o lançamento do concurso vem dar-lhe uma nova dimensão e projeção.
Na sessão, onde a orquestra de Viola Beiroa interpretou alguns temas, o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, realçou a importância do concurso, numa perspetiva da sua “valorização e naquilo que representa enquanto instrumento de divulgação da cultura e do nosso património”.
A autarquia, no âmbito deste concurso, assinou um protocolo de apoio financeiro com a Associação Viola Beiroa, no sentido de dar resposta às despesas e organização do concurso.