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Politécnico Como o ar pesa na saúde

17-06-2022

A vice-presidente do Politécnico de Coimbra (IPC), Ana Ferreira, concluiu o pós-doutoramento em ‘Impacto da Qualidade do ar na Saúde Humana’, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, com a apresentação do trabalho ‘COVID19 and lockdown: Impact of domestic indoor air quality on the health of teleworkers’, o qual foi avaliado com a classificação final de excelente.

O estudo consistiu em avaliar e comparar as concentrações do ar interior, numa amostra significativa de habitações de trabalhadores de uma Instituição de Ensino Superior (IES) em Portugal que se encontravam em teletrabalho, e o seu local de trabalho habitual.

Segundo a investigadora, para além da contaminação atmosférica no exterior dos edifícios, a exposição a poluentes no seu interior contribui, fundamentalmente, para a exposição humana global, podendo “condicionar a expressividade e gravidade das doenças respiratórias, cardiovasculares e alérgicas”, uma situação que se agravou com a COVID-19, “dado as pessoas terem passado mais tempo em ambientes fechados, por forma a cumprirem o isolamento social e a obrigatoriedade do teletrabalho”.

Segundo Ana Ferreira, verificou-se que “a maioria das habitações estudadas tinha condições de habitabilidade, embora a concentração de vários poluentes possa sugerir a oportunidade de efetuar intervenções que melhorem a sua qualidade, controlando as fontes poluentes e promovendo uma maior ventilação”. Foi também identificada uma relação entre a qualidade do ar interior e os sintomas e doenças nos ocupantes dos edifícios.

A má qualidade do ar interior pode causar várias doenças respiratórias, doenças alérgicas e cancro. Melhorar a qualidade do ar interior ajudará a proteger a saúde humana, reduzir o absentismo ao trabalho causada por doenças, e evitar perdas económicas causadas por tratamentos médicos e hospitalares, aponta o estudo cujos resultados demonstraram a oportunidade de efetuar intervenções corretivas, de forma que seja reduzida a exposição dos trabalhadores a situações de risco.

“É essencial proceder-se à avaliação das causas e dos mecanismos e efeitos nas várias vertentes do binómio ambiente e saúde, contribuindo para a salvaguarda da saúde e segurança de todos os trabalhadores”, conclui Ana Ferreira. Por isso sugere que, nos locais de trabalho, seja analisada, por exemplo, a composição de produtos de higiene e limpeza utilizados, de modo a averiguar se existem compostos capazes de causar riscos para a qualidade do ar e para a saúde dos ocupantes dos edifícios.

 
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