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Politécnico Politécnico de Setúbal: Siza Vieira distinguido

21-10-2022

Álvaro Siza Vieira, o mais prestigiado arquiteto português de sempre, foi este ano o distinguido pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) com o título de Professor Honoris Causa, galardão anunciado na sessão solene do Dia do IPS, que decorreu a 7 de outubro, assinalando o 43º aniversário da instituição.

Autor do projeto que daria origem ao que é hoje a Escola Superior de Educação (ESE) de Setúbal, Siza Vieira conquistou com ele o Prémio Nacional de Arquitetura, em 1993, exatamente no ano da inauguração do edifício. Mas recorda-o sobretudo como um “sonho partilhado” que lhe despertou o “prazer de projetar e construir, sem o qual o exercício da arquitetura se pode transformar em pesadelo difícil de suportar”, tal como referiu por ocasião da visita da presidente do IPS, Ângela Lemos, ao seu ateliê no Porto, antecipando-se a impossibilidade de uma deslocação a Setúbal, por motivos de saúde.

“A distinção que hoje me é conferida enche-me de orgulho pessoal, com o pensamento em todos com quem trabalhei. Esta não é a minha obra, é a obra do IPS e de uma equipa que coordenei. Limitei-me a cumprir a minha parte, espero. E a partilhar empenho e sonho”, disse, numa declaração que ficou registada para exibição no Auditório Nobre do IPS, e onde também recordou como salvou do abate, no último minuto, o “glorioso sobreiro” que ainda hoje figura no longo pátio relvado, à entrada da ESE.

A Sessão Solene Comemorativa do Dia do IPS, que marca oficialmente a abertura de cada ano académico, contou este ano com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira, que no seu discurso destacou o “sentido institucional e de comunidade celebrado hoje pelo IPS de portas abertas”. O IPS é hoje “uma instituição mais forte e mais viva, exatamente porque não fez o seu caminho sozinho, daí esta perenidade e vitalidade a que hoje assistimos”, disse.

No que toca a desafios, Pedro Nuno Teixeira elencou vários, mas sublinhou o “papel insubstituível do Ensino Superior na qualificação do país”, que não pode abrandar. “As mudanças societais, tecnológicas e económicas pedem-nos, não apenas que qualifiquemos mais, mas que continuemos a qualificar os que estamos a qualificar hoje. O desafio é suster a relevância da formação, assente na evidência da vantagem que os diplomados têm no mercado de trabalho”, rematou.

Aproveitando a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Ângela Lemos pediu o apoio da governação em três dossiês considerados prementes, nomeadamente a revisão do atual modelo “asfixiante” de financiamento do Ensino Superior, a alteração da designação de institutos politécnicos para universidades politécnicas e o reconhecimento da outorga do grau de doutor pelas instituições de ensino superior politécnico.

A cerimónia teve também como oradora convidada Ana Cristina Perdigão, diretora da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação. A responsável lembrou que a “internacionalização das instituições de Ensino Superior não deve ser um fim em si mesmo, mas sim um poderoso instrumento para a melhoria contínua dos seus programas de estudo e investigação” e sublinhou a ambição de crescimento do programa Erasmus+, principal instrumento desta estratégia, que pretende triplicar o número de mobilidades até 2027. 

O Dia do IPS foi também uma oportunidade para premiar o mérito académico dos estudantes e diplomados, de anunciar o vencedor do Prémio Carreira alumniIPS 2021, atribuído a Helena de Sousa Freitas, diplomada de Comunicação Social da Escola Superior de Educação  (ESE/IPS), e de reconhecer o envolvimento da comunidade académica na resposta aos desafios da sustentabilidade, com a entrega do 2º Prémio IPS Sustentável, com o apoio do Santander Totta, aos projetos ‘Bosque Miyawai’, ‘2nd Hand Shop IPS’ e ‘Book Spot’.

 
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