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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

Opinião Creches, pré-escolar e 1.º ciclo voltam para a escola…

As creches, o pré-escolar e o 1.º ciclo voltam à escola. É com alívio que os alunos e os pais aplaudem esta notícia. O confinamento fez-nos aperceber que o processo educativo à distância acarreta dificuldades, ao nível da aprendizagem dos conhecimentos, mas, sobretudo, ao nível da socialização.
É uma constatação que o confinamento prejudicou o desenvolvimento global das crianças, atrasando o desenvolvimento de competências de literacia e de socialização, pois estiveram impedidas de realizar atividades de interação com os seus pares.
Qualquer atividade que permita as crianças brincarem umas com as outras, realizando ações exploratórias, contribuirá para uma melhor comunicação verbal e não verbal e para um desenvolvimento cognitivo, o que irá ajudar no seu desenvolvimento a todos os níveis.
Cada vez mais, é necessário que as crianças brinquem. Brincar é uma ferramenta que permite melhorar o seu bem-estar, a sua saúde, física e mental, a sua criatividade, levando mais longe a sua imaginação. É através do brincar que as crianças aprendem regras e valores, a respeitar e a ouvir os outros, desenvolvendo competências fundamentais à sua formação como cidadãos.
Agora que se fala no regresso à Escola, e sendo esta um elemento constitutivo do triângulo: educação, família e indivíduo, deve integrar o “Brincar” no processo educativo. Não só, como uma ferramenta que permite a aquisição de competências, mas também, como uma terapia para diminuir os problemas de falta de concentração, de falta de autonomia, de dificuldades linguísticas e de aprendizagem no geral.
Falar do brincar como uma terapia, pode parecer uma teoria menor, mas, tendo em conta os constrangimentos causados por este confinamento, é a melhor ferramenta terapêutica para ajudar as crianças numa fase pós-pandémica.
Assim, torna-se fundamental introduzir o “Brincar” como uma terapia – a Brincoterapia –, sendo esta essencial ao desenvolvimento equilibrado da criança. Promovendo nas escolas esta “terapia”, de forma mais consistente no dia a dia das crianças, vai facilitar a interiorização das suas competências mais genuínas. Uma das estratégias que o sistema educativo tem disponível para implementar esta “terapia” nas escolas, passa por dotar as mesmas de técnicos de Animação Sociocultural. Esta área dá relevância à componente lúdica, capacitando as crianças de ferramentas de socialização, sem comprometer o tempo fundamental de descoberta, inerente à construção e ao crescimento individual.
No entanto, não podemos esquecer que o vírus ainda está entre nós, pelo que o “Brincar” deve contemplar sempre as normas de segurança. Recorrendo ao “sistema de bolha”, sem não esquecer a desinfeção, as crianças podem brincar em segurança.
Brincar é a melhor terapia para crianças crescerem e serem felizes.