Em 2007 a Fiat (hoje marca do grupo Stelantis que inclui também as marcas Jeep, Peugeout, Citroen e Opel, para além da Alfa Romeo) relançou o Fiat 500, modelo que tinha estatuto de ícone, tendo sido fabricados 4 milhões de exemplares durante o seu primeiro período de produção de 1957 a 1975.
Tal como da primeira vez o 500 foi um êxito extraordinário, quer nas suas versões a gasolina quer elétricas, e diz-se que salvou da falência o então periclitante grupo Fiat.
Agora chegou a vez de uma versão híbrida. Na verdade, esta utiliza a estrutura do modelo elétrico, equipada com o motor tricilíndrico 1.0 Firefly que equipava as versões anteriores a gasolina, agora com hibridação ligeira de 12V, o que assegura uma potência de 65cv e um binário de 92Nm, velocidade máxima de 155 km/h, com um consumo médio anunciado de 5,2
litros/100 Km.
As dimensões do 500 (3,6 m de comprimento) são ideais para um citadino ágil e de condução fácil no trânsito. Claro que tais dimensões têm limitações de espaço no banco traseiro e na bagageira que não ultrapassa os 183 litros.
Esta atual versão do 500, mantendo a sua icónica imagem, já não tem, no entanto, a novidade que levou ao seu grande êxito durante as quase duas décadas anteriores, mas mantém o estilo e qualidades que o conduziram a tal êxito e apresenta diversas variantes de carroçaria e equipamento, entre as quais o encantador cabrio.
Tendo-se constituído, neste século, como um item de moda, o 500 nunca foi um carro barato. A atual versão Hybrid, agora lançada, tem preços a partir dos 20.850 euros, o que assegura uma certa exclusividade que, em geral, é desejada pelos seus proprietários e sempre é inferior, em significativos 7 mil euros, à versão totalmente elétrica e sem emissões.