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As escolhas de Valter Lemos Super Soco – Mobilidade sustentável 26-04-2021

A caminhada dos veículos elétricos parece imparável. A procura de uma maior sustentabilidade ambiental tem acelerado nos últimos anos, o que tem conduzido ao aparecimento de novos veículos elétricos que vão substituindo os movidos a motores de combustão interna alimentados a gasolina ou gasóleo (estes últimos em perspetiva de desaparecimento nos próximos anos).
O território ideal para os elétricos é, sem dúvida, o espaço urbano. Por um lado, devido à sua autonomia, ainda limitada e por outro, devido à otimização dos custos de utilização face aos outros veículos.
Assim sendo, é talvez no setor das duas rodas que os elétricos poderão apresentar vantagens acrescidas. Motos e scooters elétricas apresentam grandes vantagens de custos de utilização e naturalmente de emissões atmosféricas, face às suas irmãs alimentadas a combustíveis fósseis.
De entre a oferta existente no mercado, uma das mais relevantes no segmento dos veículos mais pequenos e económicos, tem ganho algum destaque a Super Soco. A marca de origem chinesa apresenta uma gama que inclui uma scooter (CUX), e duas motos (TC e TC Max). A TC é equivalente a uma 50cc e a TC Max a uma 125 cc são motos de linhas simples e neoclássicas ao estilo cafe racer.
A TC Max possui uma bateria de 72v e 45Ah, o que lhe concede uma autonomia superior a 100 Km. O carregamento pode ser feito a partir de uma tomada normal de 220 volts. A carga total obtém-se após 8 horas com o carregador de série ou 5 horas com um carregador alternativo de maior capacidade.
O motor tem um binário de 180Nm permitindo disfrutar de uma boa aceleração e uma velocidade máxima de cerca de 100 Km/h. Uma boa suspensão, uma travagem potente e uma direção leve e precisa, aliadas a uma boa qualidade de construção e de acabamento conferem uma muito boa sensação de solidez nos três modos de condução disponíveis, selecionáveis por botão junto do polegar direito. O assento, a apenas 770 mm do chão, facilita a condução por pessoas de estatura mais baixa.
Tendo em conta que o custo de utilização por carregamento é inferior a 1 euro e que não há custos de revisões ou mudanças de óleo, facilmente se percebe a economia que este veículo permite.
O maior inconveniente é a ausência de qualquer espaço de arrumação à exceção do relativo ao carregador.
O preço de 5200 euros não é uma pechincha, mas também não se poderá considerar excessivo, tendo em conta a economia de utilização. Se fizer a aquisição através de uma campanha da Deco Proteste poderá ainda beneficiar da oferta do registo de propriedade ou de um capacete.

Valter Lemos
Professor Coordenador do IPCB | Ex Secretário de Estado da Educação e do Emprego
 
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