A Sociedade dos Amigos do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior estreia, no dia 7 de março, pelas 15 horas, a peça de teatro "Para Sempre... Vida e obra do fundador do Museu", da autoria de Manuel Lopes Marcelo. Será também inaugurada uma exposição biográfica de Francisco Tavares Proença Júnior. Ambos os eventos decorrem naquele Museu, em Castelo Branco, e têm entrada livre.
A iniciativa que decorre com o apoio da Câmara de Castelo Branco e a colaboração do grupo de Teatro Váatão, que irá apresentar a peça.
No mesmo evento serão lançados os catálogos da exposição e um livro referente à peça de teatro, ambos com a chancela da editora RVJ Editores.
No livro, Manuel Lopes Marcelo descreve Francisco Tavares Proença Júnior como alguém que "realizou nos poucos anos da sua vida (1883 – 1916), uma obra notável. De facto, tomando nas mãos o seu destino, ainda jovem, nos intervalos dos sucessivos internamentos no Sanatório de Davos, assumiu com muita determinação, quer as investigações arqueológicas, quer as publicações científicas e o diálogo com os seus pares nacionais e internacionais".
Na sua nota introdutória refere-se a Francisco Tavares Proença Júnior como "um arqueólogo reconhecido e premiado, que produziu e editou a expensas suas vários estudos e publicações, a par do seu maior e mais querido projecto: a criação e a organização do Museu em Castelo Branco, ofertando a sua enorme coleção particular e contribuíndo do modo decisivo para a fundação da arqueologia regional. A dimensão científica, social e cultural do seu generoso contributo que não foi devidamente reconhecido pela sociedade albicastrense, não se esbateu com o passar do tempo mas, antes, apagados os contornos e as perspectivas sociais e políticas da época da sua vida, mais relevante e notável se manifesta como é assumido e defendido pela Sociedade dos Amigos do Museu".
Manuel Lopes Marcelo conclui que "o que se destaca e enaltece é a vertente pedagógica da missão da sua curta vida em que pesquizou, estudou e divulgou tantas fontes da nossa memória colectiva, o que mais acentua seu luminoso exemplo que pode e deve interessar às novas gerações. Contribuir para a divulgação da sua vida e obra é o propósito de mais esta peça de teatro. Assim, o entendam e participem as autarquias, as associações, as colectividades e, sobretudo, as escolas".