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Miguel Gameiro Músico e chef de coração 15-12-2020

Miguel Gameiro é músico, cantor, compositor... e chef de cozinha. Em período de pandemia abraçou uma causa solidária e é um dos embaixadores da 4 Corações, uma associação que para além de levar refeições a quem precisa, está já a trabalhar com instituições de ensino superior. Numa conversa descontraída Miguel Gameiro fala também do seu novo tema “É Preciso” e do facto da pandemia estar a afetar o mundo da música e da restauração.
Durante a pandemia escreveu a sua nova música “É Preciso”. Miguel Gameiro, além de músico, compositor e cantor, é também chef de cozinha. Recentemente abraçou um projeto solidário que já está nas academias de ensino superior portuguesas e ao qual o Ensino Magazine também se associou. Trata-se da associação 4 Corações que além de fornecer refeições a quem precisa, aposta numa onda solidária mais vasta que envolve ainda as áreas da educação (através do apoio na formação técnica e prática como meio de entrada no mercado de trabalho e combate ao isolamento social); habitação (apoio no acesso a unidades habitacionais, incluindo habitações para emergências); e Saúde (apoio e aconselhamento médico e diagnóstico).
Miguel Gameiro és um dos embaixadores da associação 4 Corações. O que é que se pretende com este projeto?
A ideia é que a 4 Corações esteja um pouco por todo o país, ajudando quem mais precisa, sobretudo num momento como o que vivemos, devido à pandemia, e agora nesta época natalícia queremos que estes dias custem menos a passar, reconfortando as pessoas.
No fundo, trata-se de reconfortar as pessoas num tempo difícil?
Sim, é isso. É o sentir de que não vamos conseguir mudar o mundo, mas se conseguirmos ajudar um bocadinho o mundo de cada pessoa e de quem está ao nosso lado é muito positivo, e já estamos a fazer a nossa parte. Infelizmente vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta. Estou longe de saber se a pandemia aproximou ou afastou as pessoas. Todas estas iniciativas que promovam a igualdade e a ajuda ao próximo são sempre de louvar. E é por isso que também digo presente sempre que sou convidado.
E tens sempre duas vertentes nesta tua atividade, o de músico e o da chef de cozinha...
Sim, é alimentar a alma e o estômago. Em Castelo Branco preparamos, com outros colegas que se juntaram, na cozinha da 4 Corações Carapalha – Manuel Gião e Isabel Angelino - um prato que depois foi distribuído pelas pessoas. Através da internet, coordenei um conjunto de pessoas que se disponibilizaram a cozinhar nas suas casas (também aderiram alguns restaurantes). Esta é uma altura especial, embora a 4 Corações não esteja focada apenas nesta época natalícia. Contudo, nesta época de Natal é um conforto que queremos transmitir às pessoas num período mais sensível.
E como é que é a experiência de coordenar tudo através da internet?
O ideal seria de forma presencial, mas devido às situações atuais não é possível. Mas com os vídeos, com um boa imagem conseguimos por toda a gente a cozinhar e fazer um bom prato.
Faltam é os cheiros e os sabores...
Esse é que é o grande problema. É uma parte que ainda não foi possível concretizar, mas lá chegaremos...
É caso para dizer “É Preciso”?
É Preciso agora e sempre. Temos que ter esta ideia que vivemos em comunidade, que não estamos só nós. Todos estamos ligados. O problema dos outros também é o nosso. Custa muito pouco olhar para o lado e apoiar as pessoas que atravessam momentos menos bons nas suas vidas. Se todos nós fizermos um bocadinho todos os dias, certamente custará muito menos a todos.
Mudando de assunto, em termos musicais que novidades vão aparecer?
Este é um ano atípico, que tem sido muito difícil para a área da cultura, mas também para a da restrauração. São duas áreas que se viram muito afetadas com a crise que resultou da pandemia, estão muitos postos de trabalho em jogo, e há muitas pessoas a passarem dificuldades. É importante que quem nos governe tenha atenção a isso. Vamos ver o que vai acontecer. Neste período escrevi apenas a canção “É Preciso”. Não tinha muita vontade, mas esta canção tem as palavras que eu quis escrever.

Ricardo Coelho
(Rádio Castelo Branco)
Facebook Miguel Gameiro
 
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