O professor catedrático na Universidade de Évora e Investigador Coordenador no Museo Nacional de Ciencias Naturales de Madrid, Miguel Bastos Araújo acaba de ser eleito Fellow da Linnean Society of London.
De acordo com a Universidade de Évora (UÉ), a eleição como Fellow, realizada no dia 25 de junho, “integra Miguel Bastos Araújo numa comunidade internacional de cientistas, naturalistas e académicos empenhados em compreender, comunicar e proteger o mundo natural. Para Araújo, cujo trabalho se tem centrado na biogeografia, macroecologia, modelação da biodiversidade, impactos das alterações climáticas e planeamento da conservação, esta distinção tem um significado tanto profissional como simbólico”.
Citado na mesma nota enviada ao Ensino Magazine, aquele responsável mostra-se “profundamente honrado por ter sido eleito Fellow da Linnean Society. A Sociedade ocupa um lugar único na história da biologia. Liga as tradições fundadoras da história natural e da taxonomia ao desafio contemporâneo urgente de compreender e proteger a biodiversidade num mundo em rápida transformação. Passar a fazer parte desta comunidade é, ao mesmo tempo, um reconhecimento e uma responsabilidade”.
Segundo a UÉ, “a investigação de Miguel Bastos Araújo tem contribuído para compreender como as espécies e os ecossistemas respondem às alterações ambientais, em particular às alterações climáticas, e como esse conhecimento pode informar decisões de conservação. O seu trabalho abrange a ecologia teórica, a modelação global da biodiversidade e o planeamento aplicado da conservação, com uma forte ênfase na tradução da ciência da biodiversidade em ferramentas e evidência para apoio às políticas públicas”.
Miguel Bastos Araújo adianta que “a Linnean Society recorda-nos que o estudo da natureza não é apenas uma atividade científica, mas também uma empresa cultural e cívica. Num tempo em que a perda de biodiversidade e as alterações climáticas estão a transformar o mundo vivo, as instituições que defendem a história natural rigorosa, a troca científica aberta e o envolvimento público com a natureza são mais importantes do que nunca”.
A eleição como Fellow reforça ainda os laços de Araújo com instituições científicas internacionais dedicadas à investigação e conservação da biodiversidade, refletindo a relevância continuada das tradições da história natural para a ciência ambiental contemporânea.