A Universidade de Leiria e Oeste (ULO) está a implementar o projeto Smilight. Um programa, desenvolvido por investigadoras da ULO que procura dar resposta a pessoas com demência através de uma solução tecnológica com atividades terapêuticas personalizadas, que podem ter o apoio da inteligência artificial.
A solução assenta num modelo híbrido, que combina tecnologia e jogos físicos. Através de uma plataforma digital, o profissional ou o cuidador que acompanha o utente cria o perfil do utente, com informações como a idade, escolaridade, atividades de que gosta, grau de autonomia ou o seu estado cognitivo.
“O Smilight é distinto das outras aplicações que existem na área da demência, no sentido que contém todo o processo clínico num só formato digital. Tem um momento de avaliação com base em biossinais, que são o eletroencefalograma e a resposta galvânica da pele, e depois há a avaliação dos dados clínicos, o que resulta numa prescrição automática ou manual com base num algoritmo e na melhor evidência disponível”, precisou a coordenadora, Carolina Reina.
É, em seguida, feita uma intervenção personalizada, que incorpora alguns jogos do portfólio AGILidades, uma 'spin-off' da Universidade de Leiria e Oeste, que visa o desenvolvimento de materiais para incentivar o treino funcional em populações frágeis.
Atualmente, o projeto acompanha 55 utentes provenientes de sete parceiros, incluindo lares, instituições, centros de dia e associações que trabalham com a comunidade.
No âmbito da demência, as investigadoras estão também a desenvolver o 'Córtex School Bag', um projeto que visa a introdução da temática da demência nas escolas do 1.º ciclo, através de um livro infantil musicado, de um jogo de tabuleiro e de um guia para professores.