O primeiro-ministro anunciou a criação de uma nova Universidade de Bragança e do Norte Interior (a qual foi aprovada em Conselho de Ministros realizado em Bragança) e um novo regime de autonomia e governação das escolas.
O chefe do Governo disse ainda que o executivo irá aprovar em breve “uma nova lei da ciência e inovação”, visando estabelecer “um novo ecossistema em Portugal que possa ser uma referência na Europa e no mundo”.
Depois do anúncio, o presidente da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) afirmou ver com “alegria e surpresa” o anúncio do primeiro-ministro, sobre transformar a instituição na Universidade de Bragança e do Norte Interior, acreditando que vai atrair investimento e alunos.
“Nós tínhamos a garantia do senhor ministro de que o nosso processo estava em análise e em andamento e teria um desfecho durante o segundo semestre deste ano, ou seja, até ao final do ano e, portanto, eu imaginava que acontecesse um pouco mais tarde”, afirmou, à Lusa o presidente do UPB, Orlando Rodrigues.
Segundo Orlando Rodrigues, o politécnico de Bragança sempre se “destacou entre as instituições politécnicas”, pela “capacidade científica”, mas esta mudança vai permitir “uma afirmação muito diferente da instituição”, mas também angariação de financiamento internacional e de atração de estudantes.
“O que muda é o estatuto, isso dá-nos outras capacidades, outras ferramentas de nos afirmarmos, de atrairmos alunos, de atrairmos talento internacionalmente. Nós somos uma universidade muito internacionalizada e precisávamos claramente desta transformação”, vincou.
Os cursos terão de ser todos “reapreciados” para se enquadrarem no estatuto de universidade, que o presidente da instituição acredita que estará concluído até ao final deste ano letivo, 2026/2027.