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Universidade Aveiro em projeto de oito milhões para proteger e conservar a biodiversidade marinha

21-06-2024

A Universidade de Aveiro, através do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), é parceira do projeto BioProtect, que visa a proteger e restaurar a biodiversidade marinha no Oceano Atlântico e no Ártico, sendo financiado com oito milhões de euros por parte da União Euuropeia.

Coordenado pela instituição de investigação Matís, na Islândia, reúne 18 parceiros de oito países dos quais se destacam cinco portugueses, casos do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR-UP), a Universidade de Aveiro, o INESC TEC, o Okeanos da Universidade dos Açores e o AIR Centre.

Segundo Sophie Jensen, investigadora no Matís e coordenadora do BioProtect, trata-se de “um projeto inovador que visa responder à necessidade urgente de soluções globais e sustentáveis para atenuar os efeitos das pressões induzidas pelo homem e das alterações climáticas nos ecossistemas marinhos. Através da investigação, da inovação e de parcerias estratégicas, pretendemos criar soluções que não só preservam como também recuperam a biodiversidade marinha”.

Durante os próximos quatro anos, os parceiros irão colaborar no desenvolvimento de soluções inovadoras, ajustáveis e escaláveis, centradas num conjunto de ecossistemas marinhos, com o objetivo de conservar a biodiversidade nos mares europeus. O BioProtect irá consolidar as soluções de proteção e restauro de biodiversidade marinha desenvolvidas no âmbito do projeto num quadro de apoio à decisão que será apresentado em cinco locais de estudo em toda a Europa, incluindo Portugal.

Para Joana Xavier, investigadora do CIIMAR, “além da dimensão internacional, o projeto permitirá consolidar a colaboração entre parceiros nacionais. Este trabalho em rede é crucial para avançarmos não só o conhecimento, mas também soluções e estratégias que apoiem a gestão sustentável deste bem comum que é a biodiversidade marinha”.

Os parceiros portugueses esperam ter impacto no mapeamento de biodiversidade de ambientes do mar profundo e implementação de áreas marinha protegidas resilientes às alterações climáticas em estreita colaboração com os principais utilizadores do meio e recursos marinhos. “Por exemplo, o mapeamento será feito a partir de embarcações de pesca permitindo uma co-aquisição de dados científicos para uma tomada de decisão política que a todos diz respeito” refere Ana Hilário, Investigadora no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro.

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