O novo presidente do Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Luís Farinha, tomou posse, no passado dia 7 de julho, sucedendo no cargo a António Fernandes. Numa sessão realizada no auditório da Escola Superior Agrária, o novo responsável pelo IPCB foi claro na sua mensagem. Depois de afirmar ser o presidente de todos, sublinhou que “a transformação em Universidade Politécnica de Castelo Branco será mais do que uma alteração de nome. Não é uma mudança cosmética. Não é um gesto administrativo. É uma mudança de patamar, de exigência e de responsabilidade pública. Não queremos ser uma universidade por imitação. Queremos ser uma universidade politécnica por convicção”.
Para Luís Farinha, fruto do novo Rjies, promulgado nesse mesmo dia pelo Presidente da República, a “Universidade Politécnica de Castelo Branco estará profundamente enraizada na Beira Baixa e claramente aberta ao país, à Europa, à lusofonia e ao mundo. Será ema instituição que mostre, com resultados, que o conhecimento aplicado pode criar oportunidades, fixar talento, reforçar a coesão territorial e projetar Castelo Branco e a Beira Baixa como referência no interior do país”.
No entender de Luís Farinha, “a Beira Baixa precisa de um IPCB forte. Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão e os concelhos vizinhos com quem temos e queremos reforçar parcerias estratégicas – Covilhã, Fundão, Belmonte, Sertã e Vila de Rei, Mação, Nisa e Gavião, ou no domínio transfronteiriço (Extremadura Espanhola, concelhos raianos chave) – Alcántara, Zarza la Mayor e Valencia de Alcántara, precisam de uma instituição capaz de formar pessoas, fixar talento, apoiar empresas, valorizar recursos endógenos, promover inovação social, cultural e tecnológica e ajudar a construir respostas para os grandes desafios contemporâneos”.
“Tomamos posse num tempo exigente, mas também num tempo de oportunidade histórica. O ensino superior politécnico português vive uma nova etapa de afirmação. O IPCB tem hoje condições para olhar o futuro com ambição, prudência e confiança”, disse Luís Farinha, perante um auditório cheio, onde marcaram presença os antigos presidentes da instituição, atuais e antigos autarcas da região, comunidade académica, e sociedade civil e empresarial.
Luís Farinha recordou também os sete pilares em que assenta o seu programa, a saber: “pessoas no centro, excelência académica e científica, transparência, integridade, responsabilidade social, sustentabilidade, participação, proximidade, inovação, cooperação e ambição realista”.
Dirigindo-se aos estudantes, Luís Farinha apelou ao compromisso e à sua participação no futuro do IPCB: “A excelência académica passa pelo ensino e aprendizagem, mas também pelo acolhimento, sucesso académico, combate ao abandono, ação social, saúde mental e bem-estar, ligação ao emprego, cultura, desporto e internacionalização. Aos estudantes digo: não sejam apenas destinatários deste projeto. Sejam protagonistas dele”.
No seu discurso, lembrou ainda a importância do pessoal técnico, especialista e de gestão. “Sem o vosso trabalho, a instituição não funciona”, reforçou. Aos docentes, mostrou o seu profundo respeito. A qualidade do IPCB depende da qualidade do ensino, da investigação, da orientação científica, da inovação pedagógica e da ligação que cada docente estabelece com os estudantes, com os pares, com as profissões e com a sociedade. Precisamos de valorizar percursos, estimular mérito, apoiar qualificação, promover colaboração e criar melhores condições para que cada área científica se afirme. A futura Universidade Politécnica de Castelo Branco será uma instituição de excelência académica, de investigação aplicada e de inovação com impacto”, concluiu, para depois dar posse à sua equipa de vice-presidentes composta pelos docentes Paulo Silveira, Constança Rigueiro e João Neves, e ao administrador, Carlos Sampaio.
Na cerimónia João Carrega, presidente do Conselho Geral, defendeu um pacto pela rede de ensino superior do país, reforçando que “a ideia de que não são necessárias tantas instituições; que a rede tem universidades e politécnicos a mais; que o melhor é fundir passando o conceito de que se poupa dinheiro aos contribuintes - num discurso populista e insistente - deve ser combatida de forma firme e sem hesitações. Defendo um pacto de defesa da rede de ensino superior existente, que envolva todos, e que contribua para o reforço das IES localizadas no interior, porque só dessa forma seremos um país moderno, qualificado, competitivo e equilibrado”.
A sessão contou também com as intervenções do presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Luís Loures, que demonstrou a importância das instituições de ensino superior como fator de coesão do território português; e do presidente cessante do IPCB, António Fernandes, que dirigindo-se a Luís Farinha disse que será o presidente de toda a comunidade académica. Será o Presidente de todos nós.
Representará uma instituição com uma história sólida, uma identidade muito própria e uma enorme ambição de futuro”. Já Leonor Ferreira, presidente da Associação Académica do IPCB, manifestou o desejo de encontrar uma presidência disponível em ouvir e em trabalhar em conjunto com os estudantes.
De referir que a cerimónia teve dois momentos musicais, apresentados por estudantes da Esart, a saber: Sara Castro, Laura Pereira e Catarina Monteiro (violinos); David Felgueiras, Paulo Pires, Beatriz Pena, Raquel Alexandre, Cláudia Cruz, Pedro Severino e Tomás Fialho (Orquestra de Saxofones).