O Politécnico de Setúbal (IPS) inicia uma nova etapa do seu percurso ao converter-se em universidade politécnica já a partir de sábado, 1 de agosto, no quadro do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), confirmou, ao Ensino Magazine, aquela instituição.
Com 47 anos de história, a instituição integra o grupo das instituições públicas de Ensino Superior Politécnico que dispõem de acreditação institucional sem condições atribuída pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e que, como tal, no âmbito da reforma legislativa, passam automaticamente a universidades politécnicas.
Citada na mesma nota, a presidente do IPS, Ângela Lemos, considera que “mais do que uma mudança de designação, esta é a evolução natural de uma instituição que atingiu um novo patamar de maturidade, preservando a sua identidade e reforçando a capacidade de cumprir a sua missão pública”. No seu entender este novo enquadramento “representa, acima de tudo, uma oportunidade para reforçar a investigação aplicada, a inovação, a qualificação avançada, a internacionalização e a capacidade de responder aos desafios da sociedade, aprofundando o nosso contributo para o desenvolvimento económico, social, ambiental e cultural da região”.
Como Universidade Politécnica de Setúbal, a instituição passa a dispor de um novo enquadramento legal, que reforça a sua autonomia e capacidade estratégicas, científicas e institucionais.
O IPS adianta que "o processo de transição que agora se inicia não implica alterações imediatas no funcionamento da instituição, na sua relação com a comunidade académica e parceiros externos. Mantêm-se válidos todos os cursos, diplomas, certificados, matrículas, contratos, regulamentos, serviços académicos, propinas, vínculos laborais e demais direitos e deveres".
As atividades letiva, científica e administrativa prosseguem, assim, sem alteração, seguindo-se um período de adaptação estatutária, organizacional e comunicacional que decorrerá de forma gradual ao longo dos próximos meses.
A transição, que decorrerá nos termos e nos prazos previstos no RJIES, envolvendo um conjunto de procedimentos legais e institucionais, “será um percurso participado, assente na continuidade da nossa missão pública e na valorização do legado construído ao longo de mais de quatro décadas, projetando o IPS para um novo ciclo de desenvolvimento ao serviço da região e do país”, esclarece ainda a presidente do IPS.