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Politécnico Politécnico de Setúbal: Ângela Lemos toma posse para segundo mandato

29-04-2026

A presidente do Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, considera que hoje a instituição está mais robusta. Na cerimónia de tomada de posse para o seu segundo mandato frisou o salto dado pela instituição na investigação, homenageou Maria Emília Brederode dos Santos (falecida recentemente) e destacou a criação da nova escola superior em Sines.

A tomada de posse decorreu, no passado dia 27 de abril, numa cerimónia em que foi reconduzida toda a sua equipa: os vice-presidentes Carlos Mata, Luísa Carvalho, Pedro Ferreira e Rodrigo Lourenço, e os pró-presidentes Catarina Delgado, José Luís Sousa e Raquel Barreira.  

“O mandato 2022-2026 foi um tempo de concretização, de investimento e de transformação”, comçou por referir, para reforçar a ideia de que hoje o IPS “uma instituição mais robusta, mais coesa e mais preparada para responder aos desafios do futuro”.

Ângela Lemos enumerou alguns dos aspetos que considera importantes e que marcam a vida do IPS, como a obtenção do resultado máximo na acreditação institucional pela A3ES - Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, o “salto estrutural” na área da investigação, com a criação e acreditação de Unidades de Investigação e Desenvolvimento reconhecidas pela FCT, bem como o reforço do investimento em infraestruturas, de que é maior exemplo a construção do novo edifício da Escola Superior de Saúde".

Em informação enviada ao Ensino Magazine, Ângela Lemos sublinha o "avanço da nova Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, projetada para Sines, projeto recentemente aprovado pela tutela, permitindo que o IPS reforce a sua ligação ao território e se afirme como parceiro estratégico do desenvolvimento regional”.

Na sua intervenção, Ângela Lemos lembrou também os “alicerces, humanos e institucionais” em que assenta o IPS de hoje, numa homenagem simbólica a Maria Emília Brederode dos Santos, membro da primeira comissão instaladora da Escola Superior de Educação e antiga presidente do Conselho Geral, recentemente falecida.

A presidente do IPS, referindo-se a um tempo de profundas transformações, apelou a uma “reflexão crítica, clara e responsável” sobre o modelo de Ensino Superior que mais beneficiará o país, defendendo a revisão da lei que define as bases do financiamento, no sentido de criar equidade entre os dois subsistemas, o universitário e o politécnico. Não há Ensino Superior de qualidade sem financiamento adequado. Não há coesão, sem equidade”.

 

O seu programa de ação teve como lema “Construir o futuro, com coesão e compromisso” e o o novo mandato assentará em seis eixos fundamentais que ditarão a missão do IPS nos próximos quatro anos, centrada no ensino, investigação e inovação, valorização das pessoas, desenvolvimento regional, sustentabilidade institucional e internacionalização, detalhou ainda a presidente reeleita.

A abertura da sessão solene ficou a cargo do presidente do Conselho Geral do IPS, Rui Marques, que lembrou a “missão extraordinária do IPS: criar futuro”, apontando o novo mandato como uma oportunidade de “recomeço”. “Liderar é repetidamente recomeçar e uma instituição viva é aquela que nunca cristaliza”, disse, desejando a Ângela Lemos e equipa “que continuem a liderar com competência, visão e humanidade”.

 

 

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