O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, presidiu à cerimónia do 47.º aniversário do Politécnico de Coimbra, no passado dia 9 de julho, no Convento de S. Francisco, onde o Ensino Magazine atribuiu uma bolsa de mérito académico à aluna Ana Saltão, que teve a média mais alta de conclusão de licenciatura (19 valores).
O Governante inaugurou também as obras de renovação da Residência R2 do Instituto Politécnico de Coimbra, em São Martinho do Bispo, naquele que como referiu Cândida Malça, presidente do IPC, é mais um dos muitos investimentos que o Politécnico tem em curso.
Cândida Malça depois de lembrar os investimentos feitos, sublinhou que “o Politécnico prepara-se agora para reforçar a sua missão de serviço público, aprofundando a ligação à cidade, à região e às empresas, atraindo mais estudantes nacionais e internacionais e afirmando-se como uma instituição cada vez mais inovadora, internacional e geradora de conhecimento e desenvolvimento. Queremos afirmar um Politécnico em REDE: uma instituição que valoriza a identidade e a autonomia das suas Unidades Orgânicas, mas que potencia a inteligência coletiva através da cooperação, da partilha de conhecimento e da construção de respostas comuns. Porque os grandes desafios não se vencem caminhando em paralelo, mas ligando competências, pessoas e projetos em torno de um propósito comum. Este futuro exige também um compromisso claro do Estado, através de um financiamento adequado e de políticas que garantam estabilidade e permitam às instituições de ensino superior responder aos desafios científicos, tecnológicos, económicos e demográficos do país”.
Na ocasião, Filipe Preces, presidente do CG, lembrou que “o IPC não é apenas um centro de conhecimento, mas também um espaço de construção de cidadania, de promoção da igualdade de oportunidades e de valorização das comunidades locais”.
Durante a cerimónia, o ministro garantiu que o Governo não pretende impor a fusão de instituições de ensino superior e de investigação, defendendo que eventuais processos de integração devem resultar da iniciativa das próprias entidades.
“Nunca ouviram, nunca ouvirão este ministro a dizer que dois centros de investigação se deviam juntar. Já fizemos quatro integrações de quatro escolas politécnicas em universidades, já criámos duas novas universidades, e foram todas decisões que vieram das instituições”, afirmou Fernando Alexandre.
No seu discurso, que ultrapassou os 40 minutos, o ministro da Educação reconheceu a necessidade de reforçar a massa crítica e a competitividade do sistema científico nacional, mas afastou a ideia de uma reorganização forçada a partir do seu ministério.
“Aquilo que este Governo tem mostrado é total abertura para projetos que nascem nas instituições, que são positivos, benéficos para as instituições, para a região onde elas estão e para o país, de permitir a sua concretização. Precisamente sendo coerentes e consistentes com a tal visão da autonomia e da flexibilidade na definição da estratégia de cada instituição”, sustentou.
O governante aludiu também à nova Lei da Ciência e Inovação, que pretende criar incentivos para uma maior consolidação do sistema científico nacional, que se encontra “muito fragmentado”.
Fernando Alexandre dedicou também uma parte do seu discurso à Inteligência Artificial (IA), que acredita que já está a transformar o ensino e obrigará as instituições a mudar a forma como ensinam e avaliam os alunos.
“Vamos precisar de muita inovação pedagógica, nós vamos precisar mesmo de mudar a forma como ensinamos, porque hoje os alunos aprendem de forma completamente diferente e precisam de aprender coisas diferentes”, concluiu.
Inauguração das obras de renovação da residência R2
Entrega da Bolsa de Mérito Ensino Magazine a Ana Saltão, melhor estudante do IPC, com média de 19 valores na Licenciatura em Educação
Intervenção de Jorge Simão, representante das Associações de Estudantes do IPC