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Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira Novo doutoramento na Guarda

22-06-2026

O Instituto Politécnico da Guarda recebeu a aprovação para abrir um novo curso de doutoramento, em ‘Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira’, o qual nasce no âmbito de um consórcio internacional que envolve o IPG, a Universidade Pública de Navarra, a Universidade de Saragoça, a Universidade de Lleida e a Universidade de La Rioja, com coordenação científica de Navarra.

O anúncio foi feito pelo presidente do Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, na cerimónia de comemoração do “Dia do IPG 2026” e do 46º aniversário da instituição, numa cerimónia em que o Ensino Magazine atribuiu uma bolsa de mérito a um dos melhores estudantes da instituição. Ao anunciar este curso, Joaquim Brigas sublinhou que “o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior estabelece requisitos para a ascensão ao estatuto de universidade que o IPG já cumpre plenamente”.

O presidente do IPG esclareceu que se trata de um doutoramento interdisciplinar, internacional e transversal desenvolvido no contexto da Aliança Europeia UNITA, sendo também “um reconhecimento do trabalho científico desenvolvido pelos nossos investigadores na unidade de investigação TECHN&ART”.

Este é o terceiro doutoramento acreditado pela A3ES em poucos meses, após o de “Ciências Biomédicas e Biotecnológicas” em dezembro de 2025 e o de “Ciências do Desporto” em fevereiro. Joaquim Brigas recordou que o novo RJIES aprovado pelo Governo transforma a instituição na Universidade Politécnica da Guarda, cumprindo os requisitos de mérito e maturidade.

Por seu turno, o presidente do Conselho Geral do Politécnico da Guarda, Carlos Martins, alertou para “os riscos do aumento indiferenciado de vagas e para os efeitos da reformulação do modelo de bolsas”, criticando o Governo pelo aumento de vagas no litoral que “agrava desequilíbrios territoriais e penaliza o Interior”. Diogo Fernandes, representante da Associação Académica da Guarda, elogiou o salto qualitativo da oferta formativa, mas colocou duas exigências à Presidência: “Mais residências estudantis: são necessárias mais camas” e a requalificação das instalações da AAG. Concluiu apelando a que não desistam da luta pela igualdade, afirmando que “os estudantes da Guarda e de Seia não podem continuar a receber apoios inferiores aos atribuídos às grandes áreas metropolitanas”.

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