O Politécnico de Setúbal (IPS) e a Start Campus acabam de assinar, em Sines, um protocolo de colaboração com o objetivo de reforçar a qualificação de profissionais para a área tecnológica e para responder às necessidades emergentes de um dos maiores investimentos digitais em curso na Europa.
De acordo com o IPS, "esta parceria ganha especial relevância no contexto da recém-criada Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD/IPS), nova unidade orgânica do IPS a instalar em Sines, que permitirá aproximar o ecossistema académico do setor industrial".
Por isso, assegura a nota enviada à nossa redação, "o IPS assume-se como parceiro estratégico do projeto de centro de dados desenvolvido pela Start Campus em Sines, considerado um dos maiores e mais sustentáveis da Europa".
O investimento exige uma estratégia sustentável de captação e fixação de profissionais qualificados a longo prazo, cabendo ao IPS um contributo imprescindível, nomeadamente através de formações em parceria, alinhadas com as necessidades de qualificação identificadas.
Ângela Lemos, presidente do IPS, citada na mesma informação considera o Alentejo Litoral como “território estratégico para o país, dos pontos de vista industrial, energético, portuário e logístico”, lembrando que, apesar disso, tem permanecido há décadas “sem uma presença estruturada de Ensino Superior público. A criação desta escola vem responder a essa lacuna, mas de forma diferenciadora e este protocolo é disso exemplo. Queremos uma escola politécnica próxima, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região".
João Pires, presidente da Comissão instaladora da Escola, também na mesma nota, lembra que a cooperação com o tecido económico de Sines é “essencial para perspetivarmos o futuro, formarmos o talento local e abrirmos as portas à internacionalização”.
Luís Rodrigues, diretor de Operações da Start Campus, realça o contributo do IPS para este projeto com o que a empresa mais valoriza do ponto de vista operacional: “não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos”.
Sobre esta parceria, Carla Calisto, responsável pela área de Recursos Humanos, disse tratar-se de algo “inevitável” face à escassez de profissionais qualificados. “As empresas têm também de fazer parte da solução. Se queremos mais talento local, temos de investir localmente. E isso começa muito antes do processo de recrutamento”, considerou.