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Politécnico Politécnico de Bragança e Direção Geral Veterinária juntos contra o cancro do castanheiro

15-05-2026

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) assinaram, no dia 14 de maio, um protocolo de colaboração para a implementação da luta biológica contra o cancro do castanheiro.

O acordo surge na sequência da renovação, por mais cinco anos, da autorização experimental concedida pela DGAV ao IPB para a produção e aplicação do produto biológico DICTIS, desenvolvido pelo Instituto para o tratamento do cancro do castanheiro.

Segundo o IPB, "o DICTIS (registado sob a marca nacional n.º 582058) é um produto formulado contendo estirpes hipovirulentas de Cryphonectria parasitica (modificadas por Cryphonectria hypovirus 1 - CHV1), agente biológico utilizado no combate à doença do cancro do castanheiro, uma das principais ameaças fitossanitárias aos soutos da região e de outros territórios produtores. A autorização experimental inicialmente concedida pela DGAV vigorou entre 2015 e 2025, tendo agora sido renovada por novo período de cinco anos, reconhecendo a relevância científica, técnica e territorial do trabalho desenvolvido pelo IPB nesta área".

A mesma nota enviada ao Ensino Magazine adianta que "no âmbito desta renovação, a DGAV e o IPB estabelecem um protocolo que define os termos de execução do plano experimental associado à aplicação do agente biológico. O objetivo é dar continuidade aos estudos técnicos e científicos necessários ao cumprimento dos requisitos regulamentares europeus aplicáveis às substâncias ativas e preparações microbiológicas utilizadas em proteção fitossanitária. O trabalho desenvolvido visa, em particular, a preparação de um dossiê técnico-científico de suporte à aprovação das estirpes hipovirulentas de C. parasitica como substância de controlo biológico, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1107/2009".

O IPB considera que o acordo "reforça o compromisso do Instituto Politécnico de Bragança com a investigação aplicada, a inovação agroalimentar e a valorização sustentável dos recursos endógenos, contribuindo para a proteção da fileira da castanha, estratégica para a economia e para a coesão territorial das regiões do interior".

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