O Reino da Suécia disponibilizou hoje 41 milhões de coroas suecas (3,7 milhões de euros) para apoiar na formação de docentes, produção científica e investigação na Universidade Eduardo Mondlane, a maior de Moçambique.
"Este acordo representa mais uma demonstração do compromisso do Governo sueco em continuar a trabalhar com a nossa universidade e reflete a confiança que o Governo da Suécia deposita na nossa instituição", disse o reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Manuel Guilherme, na assinatura do acordo de financiamento, em Maputo.
A UEM avançou que o financiamento visa ajudar essencialmente a instalar um escritório gigante para reforçar a capacidade de angariação de fundos naquela universidade, acrescentando que o programa de apoio insere-se numa "longa trajetória de colaboração" entre as partes no domínio da investigação científica e do desenvolvimento de recursos humanos altamente qualificados, esperando que sirva para ampliar a capacidade institucional.
Segundo a universidade, o programa de financiamento vai contribuir, ao longo dos próximos dois anos e meio, para ampliar a capacidade da instituição de produzir conhecimento relevante para o desenvolvimento de Moçambique, responder a desafios nacionais com base em evidências científicas e fortalecer a sua inserção nas redes internacionais de investigação.
Com o fundo a ser disponibilizado através da Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA, sigla em inglês), pretende-se avançar com uma transição, tornando a UEM numa instituição de investigação e geração de conhecimento.
Na assinatura do memorando, o reitor da UEM pediu que o Governo sueco continue a apoiar o crescimento da instituição.
"Gostaria de solicitar ao Governo da Suécia, de modo geral, e particularmente à SIDA e à Embaixada da Suécia em Moçambique, que continuem a apoiar a Universidade Eduardo Mondlane em prol do seu crescimento contínuo e do desenvolvimento de Moçambique como um todo", disse Manuel Guilherme.
O responsável recordou que, no âmbito da relação bilateral entre as partes, com quase 50 anos, o apoio evoluiu de projetos de pequena escala para um suporte mais amplo, baseado em programas, tendo resultado em aproximadamente 188 doutoramentos e 240 mestrados concluídos.
Já o embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, recordou o percurso de cooperação com a UEM, cujo programa de apoio encerra em 2028, considerando que simboliza a sustentabilidade dos investimentos suecos anteriores em indivíduos, sistemas e infraestruturas, visando apoiar a transição da universidade para se tornar uma instituição de investigação até 2028.
"A Suécia permanece um parceiro estratégico orgulhoso da UEM no avanço da investigação e do ensino superior em Moçambique, mesmo nestes tempos de recursos reduzidos para a cooperação para o desenvolvimento", destacou o diplomata.