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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Fundação Santander Portugal “Horizontes da Educação” desafia sociedade a pensar o futuro

22-05-2026

A Fundação Santander Portugal realizou, a 14 e 15 de maio, uma ação imersiva sobre o futuro da educação em Portugal. O projeto “Horizontes da Educação” esteve em destaque no Técnico Innovation Center, em Lisboa, “onde os participantes puderam experienciar um percurso interativo por diferentes experiências, contextos de aprendizagem e futuros possíveis para a educação”, explica a Fundação. A iniciativa contou com a presença do Ensino Magazine.
A sessão de abertura teve as intervenções do Secretário de Estado da Educação, Alexandre Homem de Cristo; do Administrador Executivo do Santander Portugal, Miguel Belo de Carvalho; e da Presidente da Fundação Santander Portugal, Inês Rocha de Gouveia.
O governante realçou a importância da iniciativa e da carta de compromisso para o futuro da educação, lembrando que hoje a escola enfrenta grandes desafios, um dos quais passa pela diversidade de alunos que a frequentam, de diferentes nacionalidades. No seu entender a escola deve se capacitada para dar resposta a esta nova realidade.
Ao longo dos dois dias da iniciativa, “os participantes foram convidados a entrar em vários cenários e a refletir sobre temas como a tecnologia, a inteligência artificial, os modelos de aprendizagem, a desigualdade, as competências do futuro e o papel das escolas e das comunidades na educação das próximas gerações”.
Para a Fundação Santander Portugal, “esta foi uma experiência pouco habitual, pensada para provocar discussão, participação e novas perspetivas sobre o futuro da educação em Portugal, contando também com a intervenção de oradores de referência na área”.
Depois de vários meses de trabalho colaborativo com centenas de participantes, o projeto deu origem a um Radar Estratégico, a quatro cenários de futuro e a uma Carta pelo Futuro da Educação.
A carta, a que tivemos acesso, apresenta 10 compromissos para a educação no futuro, a saber: Aprendizagem Centrada na Pessoa; O Professor como Função Estratégica para o Futuro; Currículo Vivo e Competências para o Futuro; Bem-Estar, Inclusão e Desenvolvimento Integral; Escola Aberta, Comunidade Plural e Território Educador; Sustentabilidade, Resiliência e Literacia Climática; Um Novo Contrato Social para a Educação; Aprendizagem ao Longo da Vida e Novas Formas de Credenciação; Avaliação Autêntica e Respeitadora dos Ritmos de Aprendizagem; Demografia, Multiculturalidade e Equidade Territorial.
Inês Rocha de Gouveia explicou ao Ensino Magazine que “o projeto Horizontes da Educação 2050 nasce em Portugal como uma chamada para pensar o futuro da educação de forma profunda, plural e transformadora. O projeto, que eu pessoalmente gosto muito e a Fundação também, pretende ser um espaço de escuta e construção coletiva, onde diversos agentes imaginam os desafios e as possibilidades de uma educação alinhada com os tempos por vir. Este percurso de cocriação de futuro não é um estudo técnico ou um relatório institucional, combina ferramentas de foresight estratégico, design especulativo, storytelling e inteligência coletiva, e permite construir uma base sólida para imaginar futuros possíveis, e agir no presente a partir deles. É um olhar de fora para dentro, para percebermos quais são as grandes tendências, as coisas que já estão a acontecer e aquelas que se acontecerem mudam tudo. Há trunfos, tendências, certezas e macro-tendências”.
Para a presidente da Fundação, foi “com este olhar a muito longo prazo e com esta visão de imaginar, de perspetivar que começámos o projeto. Desenvolvemos mais de 110 tendências. Depois realizámos uma reflexão mais sintetizada, que arrumámos em grandes macro-áreas que chamámos constelações, e fizemos quatro cenários do que será a educação em 2050. Agora queremos construir um manifesto que traduza a nossa estratégia de atuação na educação. Mas o mais interessante é que o projeto, que envolve consultores, à medida que vai tendo resultados, apresenta-os no site HorizontesdaEducação.pt”.

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