Inês Rocha de Gouveia é presidente da Fundação Santander Portugal há cerca de um ano. Esteve ligada ao seu aparecimento e hoje sente-se realizada pelo trabalho que a Fundação lhe permite desenvolver, numa constante procura por provocar uma certa «inquietação» na sociedade. No seu entender, a educação deve ser acessível a todos. É isso que o organismo a que preside procura concretizar.
Em entrevista recorda que “desde 2022, a Fundação Santander Portugal beneficiou mais de 505 mil pessoas em todo o país, com um investimento acumulado de 28,2 milhões de euros, dos quais mais de metade foi dedicado à Educação. No ensino superior, a Fundação tem um investimento muito elevado. Em 2025 foram investidos 6,9 milhões de euros”. Uma aposta que é concretizada com a atribuição de bolsas, de formação aberta a todas as faixas etárias em diferentes domínios, e de muita reflexão como forma de antecipar as questões educativas que em 2050 estarão em cima da mesa.
A Fundação Santander Portugal tem como visão ser uma referência na sociedade como agente de transformação económica e social através da educação. De que forma é que isso está a ser conseguido?
Na Fundação acreditamos que é através da educação que transformamos as pessoas. Se uma pessoa investe na sua formação e na sua educação consegue agarrar oportunidades que, de outra forma, talvez não conseguisse. A Fundação tem-se focado no propósito de que um público mais alargado, de diferentes idades, consiga, de facto, ter acesso à educação, seja em ambiente de escola, de universidade, de casa, no digital ou no seu local de trabalho. Entendemos que a educação é para todos. Por isso, o nosso foco tem sido o de procurar derrubar barreiras para que todos sintam que é para si a educação e que vale a pena investir na sua formação.
E essa experiência está a ser conseguida?
Está. Há sempre coisas a melhorar e um caminho para fazer, o que é bom. Neste processo há três aspetos fundamentais: Inventar, criar e aprender é algo que é inato nas pessoas. Se nós alimentamos estas competências, há uma procura muito grande para as concretizar. É aí que a Fundação se posiciona, no sentido de gerar esta «inquietação», através dos nossos parceiros - nós fazemos tudo em parceria -, e também através dos nossos portais, como o Santander Open Academy.
E como é que essa «inquietação» é gerada?
Por um lado, com formações mais pequenas, para a pessoa acreditar que vale a pena. Por outro, através de professores nas escolas, com novas metodologias, dentro da ideia de que “se eu aprender de forma diferente, eu consigo”; e também no seio nas universidades, com o pressuposto de que “se eu aprender com perfis diferentes, eu vou mais longe”. Esta nossa forma de atuar está assente em três pilares: acreditar que isto é inato; comunicar; e disponibilizar conteúdos e formações com menos barreiras e para todos, sem critérios de seleção e sem custos.
Desde bolsas de acesso até conteúdos muito relevantes para a vida dos alunos, no ensino básico, no secundário, na universidade e na vida ativa, apresentamos uma curadoria de formações muito específica, mas que também abre portas para cada um possa continuar a investir em si próprio.
Os números da Fundação são impactantes. Isso demonstra que Portugal tinha uma lacuna no apoio à educação que a Fundação veio colmatar?
Desde 2022, a Fundação Santander Portugal beneficiou mais de 505 mil pessoas em todo o país, com um investimento acumulado de 28,2 milhões de euros, dos quais mais de metade foi dedicado à Educação. No ensino superior, a Fundação tem um investimento muito elevado. Em 2025 foram investidos 6,9 milhões de euros.
Mas, eu não gosto de ver as coisas pela perspetiva da lacuna. Quando nós fazemos um puzzle, estamos a fazê-lo com a visão toda. Nunca estamos a olhar para a peça que falta. Estamos num caminho, com muitas pessoas, de impacto e de escala. Queremos chegar a toda a gente. A demografia está a ajudar e a parte social está a transformar-se. É neste movimento tão rápido de transformação que estamos a atuar.
Portugal tem uma população mais envelhecida e a Fundação está a intervir em todas as idades. Mas essa população é também muito diversa, cada vez com mais imigração, e, por isso, estamos a atuar junto todos os residentes no território nacional. Depois, o país tem menos professores do que deveria, e nós estamos a atuar nos multiplicadores, na formação de professores. As mudanças que estão a acontecer fazem com que a Fundação esteja muito atenta e faça, com alguma flexibilidade, ajustes no plano de atuação para chegar a este público que precisa e que quer investir em si próprio (tanto os pais nos seus filhos, como os filhos no seu ambiente familiar). Também não nos esquecemos das empresas, pois as pessoas, a população ativa que está a trabalhar, precisa de se formar e de se manter relevante durante muito mais tempo. Todas estas forças e tendências fazem com que a Fundação adapte a sua estratégia para que chegue a mais gente, semeando esta inquietação e fazendo com que mais pessoas invistam em si.
Como são definidas as prioridades onde vão atuar?
Temos três grandes inspirações. A primeira são os estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e outros que existem sobre educação. As outras são baseadas em dois estudos que o Grupo Santander realizou. Um sobre a formação da população ativa, para perceber como é que as pessoas se sentem capacitadas. O outro acerca da importância da gestão das suas finanças e do seu dinheiro.
E que caminho indicam esses estudos?
Revelam-nos que grande parte da população ativa diz que o seu trabalho vai mudar e não consegue imaginar qual o trabalho do futuro. Mas diz-nos também que não está preparada. Que aquilo que aprendeu na escola e na universidade não é suficiente para desempenhar o seu papel. Isto leva-nos a investir na população ativa, diretamente no indivíduo. Mas também através das empresas para darem formação aos seus colaboradores. Leva-nos, por conseguinte, a definir conteúdos, tanto de inteligência artificial e novas tecnologias para aumentar a digitalização, mas também nas competências do futuro.
Isso torna-se relevante, quando são várias as gerações no mercado de trabalho...
Temos miúdos de 20 anos e pessoas de 60 a trabalhar em conjunto e a dividirem as mesmas funções. Enquanto que os mais velhos podem precisar de fortalecer as suas competências digitais, os mais novos, necessariamente, têm que reforçar as suas competências socioemocionais. Daí que estejamos a distribuir estes dois tipos de formações para que haja uma formação que chegue a todas as gerações.
Nas universidades – nós temos excelentes instituições de ensino superior em Portugal – entendemos que precisamos de fomentar a interdisciplinaridade, fazendo com que estudantes interajam com colegas de outras disciplinas, que façam projetos em concreto e multidisciplinares, para que depois fortaleçam as suas competências como seres humanos.
Este é um trabalho que deve começar mais cedo. Por isso, através de professores e de parceiros, estamos a intervir nas escolas, com o mesmo fio condutor, para que, perante as mudanças aceleradas que existem, as crianças sejam pessoas completas. E aí, não é só ler, fazer contas e desporto. É serem miúdos criativos, com espírito crítico e capacidades de pensamento computacional, etc. É com este fio condutor que investimos nos conteúdos, nas formações, nas bolsas e na seleção dos parceiros para ter impacto e ajudar a sociedade a ir para a frente.
Isso abrange o país todo?
Sim e estamos muito felizes. Em 2025 nós conseguimos chegar a todo território continental e às ilhas.
Como é que é feita a seleção das escolas e das universidades?
É simples. Nós temos um retrato do país, com as suas carências, os seus desafios e as coisas que são muito boas. Quando estamos a falar de formar professores e formar adultos, normalmente temos parcerias com associações e com universidades, que vão diretamente aos seus alunos ou às empresas. Quando estamos a falar em agir junto de faixas etárias mais baixas, não temos parcerias diretamente com as escolas que são muitas, mas sim parceiros que entregam e fazem este trabalho junto dos professores e dos alunos. São dois modelos um pouco diferentes, mas é assim que temos vindo a trabalhar, a reforçar o nosso apoio e o investimento junto de professores, o que permite multiplicar o nosso alcance.
Ao nível do ensino básico e secundár
io a aposta tem sido feita em projetos que esbatam desigualdades no acesso à educação e através de iniciativas que promovam novas metodologias e fortaleçam a literacia financeira. Qual o projeto que mais a surpreendeu?
O que me surpreende, e porque eu sou mãe de um jovem de 22 anos, é a capacidade dos miúdos. É impressionante a capacidade de se adaptarem, de absorverem conteúdos, de se transformarem. Sempre que vamos visitar uma escola, um liceu e falamos com os alunos, antes e depois, ou durante uma intervenção, verificamos que a sua capacidade de evolução é extraordinária.
E como é que foi a sua experiência de ser professora por um dia?
Antes de mais destaco a capacidade dos professores. É espetacular. Estar numa sala de aula com vários miúdos, com necessidades e perfis diferentes e conseguir envolvê-los é impressionante. Espanta-me ainda mais aqueles que querem inovar e querem ultrapassar-se. Depois, os miúdos têm uma capacidade de fazer diferente daquilo que podemos estar à espera.
Sempre que vou a uma sala de aula, e sou professora por um dia, tenho tudo isto. Por um lado, temos os alunos a desafiarem-nos sempre, o que nos faz pôr o melhor de nós na aula, porque são tão cândidos a fazer isto, que temos que ter uma reação positiva e devolver-lhes essa energia. Eu gosto sempre dessas experiências, sinto-me muito pequenina e muito incapaz, mas venho sempre muito entusiasmada, porque, de facto, os miúdos aprendem e vão sempre mais além do que aquilo que pensamos que iremos conseguir.
Além disso, conseguimos ver tendências que no ambiente de trabalho e com a família não conseguimos. Coisas que já estão a acontecer e que nós temos menos perceção delas, como o que se passa nos recreios ou nos corredores até chegar à sala de aula. São tudo coisas muito interessantes que, para nós, que trabalhamos na educação, são tão ou mais relevantes do que o que está dentro da sala de aula. Toda a dinâmica das escolas é surpreendente e é de espanto, porque é, de facto, muito transformadora de vida.
Isso demonstra que as novas gerações não são em nada inferiores às gerações anteriores?
Não é uma escala de mais ou menos. Não são nem inferiores, nem superiores. São mesmo diferentes. Mas há um aspeto que se fala pouco e que faz parte das novas gerações: a permeabilidade que têm aos pais e aos educadores. Muitas vezes referimos que estas novas gerações são isto e aquilo. Parece que estamos de fora, quando somos os seus influenciadores.
No ensino superior, a Fundação tem um investimento muito elevado. Em 2025 foram investidos 6,9 milhões de euros. Mas esse investimento foi feito numa perspetiva diferente da que era praticada com as IES no passado. Qual o objetivo da nova estratégia? O resultados têm sido os desejados?
Cada vez estamos a pensar mais no aluno e no indivíduo que precisa de se transformar. Essa foi a grande mudança. Neste momento, investimos em bolsas de acesso, em retirar barreiras no acesso à educação e em formação ao indivíduo e não tanto no apoio à instituição de ensino. Ou seja, através de parcerias, mobilizamos, dinamizamos e fomentamos as universidades para que sejam mais próximas dos seus alunos e para que tenham mais alunos.
Um dos projetos mais impactantes no nosso país, mas também a nível internacional, é o Santander Open Academy. Também aqui o objetivo é dar oportunidades a todas e a todos que querem melhorar as suas qualificações?
O Santander Open Academy é a visão virtual e digital de tudo o que nós fazemos com os nossos parceiros. O Open Academy é o maior portal de formação gratuita em Portugal. Temos mais de 500 mil pessoas, com mais de 16 anos, inscritas e a consumir cursos e formações. Também é aí que nós distribuímos as bolsas de Erasmus e de acesso, ou as formações para professores.
Muitas das candidaturas para os projetos que desenvolvemos com as universidades são feitas na Open Academy, onde também temos conteúdos online, formações online, digitais ou assíncronas ou mistas. Ou seja, o Santander Open Academy é para todos. Por exemplo, um aluno da Universidade de Coimbra pode estar em casa e candidatar-se a alguma iniciativa da Universidade de Coimbra via Santander Open Academy, mas pode também fortalecer o seu conhecimento em alguma área para ter melhor sucesso da sua carreira académica. Isto é válido para todos os estudantes de outras instituições parceiras. Outro exemplo: um colaborador de uma empresa em Vila Real que precise de fortalecer o seu inglês, pode ir à Open Academy fazer a sua formação.
Isto obriga a um grande esforço na parte formativa. Como são desenhados os conteúdos?
A nossa rede de parceiros é grande. Recorremos a universidades, tanto públicas como privadas, nacionais e internacionais. O Santander Open Academy é um serviço internacional em que todos os países do Grupo Santander colaboram. Cada país põe lá conteúdos dos seus parceiros. O Brasil tem universidades brasileiras a dar formação, Portugal tem universidades portuguesas a dar formação. Temos ainda o MIT, outras academias e diferentes empresas que contribuem para a formação.
Depois, existe um grupo, que é a curadoria, como forma de divulgar para que mais pessoas consigam ter acesso à formação de qualidade, nem que seja gerar esta inquietação que eu estava a dizer no início.
Quando tomou posse referiu que “a Fundação Santander continuará a ser um agente de mudança, trabalhando com a comunidade educativa e com os seus parceiros para impulsionar
o desenvolvimento social e económico do país”. Essa mudança é também feita através do projeto o projeto Horizontes da Educação – Chamada para o Futuro, que tem promovido o debate com especialistas do setor educativo?
O projeto Horizontes da Educação 2050 nasce em Portugal como uma chamada para pensar o futuro da educação de forma profunda, plural e transformadora. O projeto, que eu pessoalmente gosto muito e a Fundação também, pretende ser um espaço de escuta e construção coletiva, onde diversos agentes imaginam os desafios e as possibilidades de uma educação alinhada com os tempos por vir.
Este percurso de cocriação de futuro não é um estudo técnico ou um relatório institucional, combina ferramentas de foresight estratégico, design especulativo, storytelling e inteligência coletiva, e permite construir uma base sólida para imaginar futuros possíveis, e agir no presente a partir deles. É um olhar de fora para dentro, para percebermos quais são as grandes tendências, as coisas que já estão a acontecer e aquelas que se acontecerem mudam tudo. Há trunfos, tendências, certezas e macro-tendências.
É com este olhar a muito longo prazo e com esta visão de imaginar, de perspetivar que começámos o projeto. Desenvolvemos mais de 110 tendências. Depois realizámos uma reflexão mais sintetizada, que arrumámos em grandes macro-áreas que chamámos constelações, e fizemos quatro cenários do que será a educação em 2050. Agora queremos construir um manifesto que traduza a nossa estratégia de atuação na educação. Mas o mais interessante é que o projeto, que envolve consultores, à medida que vai tendo resultados, apresenta-os no site HorizontesdaEducação.pt.
Há, portanto um conjunto de informação importante que vai sendo disponibilizado?
Diria que é um compêndio muito grande de informação relevante em diferentes domínios como as áreas social, demográfica, económica, política, ou tecnológica. Áreas, que afetam os nossos dias, e que vão pôr em causa o ecossistema de aprendizagem, o papel do professor, a idade de aprender, quais são as competências do futuro, etc.
Neste momento já envolvemos mais de três mil pessoas e mais de 250 instituições diferentes, em entrevistas de profundidade, workshops, plenários, quizzes em formulários. Todos têm contribuído para o que serão as grandes preocupações, inquietações e desafios.
Neste processo temos coisas que são surpreendentes e que estão a acontecer nas escolas. Como exemplo recordo que a Associação de Estudantes de Aveiro fez um plenário com os seus estudantes para pensar o que será o futuro; e uma escola privada em Lisboa já nos pediu uma segunda formação de professores sobre o que será no futuro. Ou seja, isto está a criar uma dialética e uma reflexão que já está para além da Fundação Santander.
Que iniciativas estão previstas, no curto prazo, no âmbito deste projeto?
No dia 14 de maio teremos um evento onde vamos mostrar o que temos vindo a pensar. Queremos criar um manifesto com os aspetos centrais que têm que começar a ser a mudados hoje, como, por exemplo, a autonomia do professor, do aluno e das pessoas, o pensamento crítico, a criatividade, etc.
Com mais de 30 anos de carreira nos setores da banca, telecomunicações e bens de consumo, a Inês Rocha de Gouveia assumiu a presidência da Fundação Santander Portugal há quase um ano. Como é que encarou o desafio que lhe foi feito?
De uma forma muito positiva, mas também com grande responsabilidade. Eu já trabalhava, nos últimos anos, com universidades e fazia parte da administração desde a sua criação. Acompanhei a formação da Fundação de perto e a minha escolha foi um passo que considero normal, pelo qual fiquei muito feliz e muito grata. Estou com um grande espírito de missão e de serviço para que, por um lado, continue a gerar esta inquietação ao serviço da sociedade e para que a Fundação Santander ajude a transformar pessoas. Por outro, para que também o nosso instituidor, que é o Banco Santander, fique muito feliz. Que a Fundação Santander seja um agente de ativação da estratégia e do compromisso do Santander para com Portugal.
Pela conversa que temos tido, está satisfeita com este primeiro ano de mandato?
Estou. Podemos sempre fazer melhor e ambicionar mais. Há um caminho muito grande a percorrer num ecossistema que vai mudar muito e que está a mudar muito. É uma honra nós sermos agentes de mudança.
Há novos projetos para a Fundação que possam ser já anunciados?
A Fundação Santander tem vários novos projetos, sempre focados na educação. Vamos começar a dirigirmo-nos a um público da chamada economia criativa, aos agentes da cultura e aos agentes de serviços, que cada vez são mais na população ativa. Temos de começar a trabalhar, a apoiar e a formar a sociedade, tanto os seus próprios atores, como a sociedade onde eles estão inseridos. Esse é uma preocupação nossa.
Para além disso, em breve, vamos começar a transformar a sede da Fundação Santander, na Rua do Ouro. Passará a ser uma casa aberta à educação e à cultura. É um grande projeto, que é uma continuidade do que nós já fizemos. Nos últimos anos nós demos um maior espaço ao Santander Open Academy e agora vamos fazer um Santander Open Academy físico. Vai ser um farol, uma casa aberta da cultura e da educação. Permitirá a realização de diferentes atividades, inclusivamente de exposições. Vai ser um espaço de pensar, de fazer e de pertencer. Um espaço em que os criativos vão criar, onde a população vai aprender e experimentar, e do qual vai usufruir. Estamos a construir estes conceitos e, a longo prazo, vai ser uma marca muito importante.
O Universia – Encontro Internacional de Reitores tem sido um evento referência a nível mundial. Já está definido quando será o próximo, onde e qual o tema?
Provavelmente será em 2028. Agora estamos todos a lutar. Eu gostava muito que fosse em Portugal. Seria ótimo.
Mas, além desse encontro que decorre de cinco em cinco anos, a rede Universia é um projeto vivo. Todos os trimestres, ou semestres, em todos os países, estão a acontecer encontros intrauniversidades, que debatem temas muito importantes, como a digitalização, a sustentabilidade e a resiliência, ou o empreendedorismo e a inovação.