Gonçalo Salvado vai publicar um novo livro de poesia com o título A Flecha e o Desejo numa edição com a chancela da RVJ Editores. A obra assume-se como um duplo tributo ao emblemático Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco e ao poeta António Salvado, pai do autor.
O lançamento surge no contexto das celebrações do 90.º aniversário de António Salvado, que dedicou a este histórico espaço albicastrense uma das suas obras poéticas mais marcantes intitulada justamente Jardim do Paço, editada originalmente em 1967 — curiosamente, o ano de nascimento de Gonçalo Salvado.
Neste novo volume, Gonçalo Salvado apresenta um conjunto de poemas inéditos inspirados em “Primavera”, um poema que faz parte integrante desta obra original do seu pai e que lhe foi por ele dedicado.
Com uma forte componente artística e visual, A Flecha e o Desejo é ilustrado com desenhos inéditos do artista albicastrense Ambrósio Ferreira, já com um longo percurso ligado à poesia de Gonçalo Salvado, tendo também ilustrado, na juventude, a primeira edição de Jardim do Paço, de António Salvado.
A abertura do livro conta ainda com um texto introdutório assinado pela crítica de arte, ensaísta e poeta Maria João Fernandes.
Gonçalo Salvado, que há muito tinha o projeto de escrever um livro dedicado ao Jardim do Paço — um lugar profundamente ligado à sua vida —, pretendia, também, que esta obra fosse uma sentida homenagem ao seu pai. A oportunidade de concretizar esta ideia no presente livro ocorreu-lhe este ano, quando o poema “Primavera” — que lhe fora dedicado — esteve em destaque, no passado dia 21 de março, na Biblioteca Municipal António Salvado.
Cumpre lembrar que este poema foi, aliás, o primeiro que o autor decorou e recitou em público, quando tinha apenas seis anos.
Gonçalo Salvado possui o manuscrito original, assinado e dedicado por seu pai, que será reproduzido neste novo livro e, posteriormente, doado à biblioteca que perpetua o nome do progenitor ou à futura casa-museu que reunirá o seu espólio, juntamente com um exemplar da obra.
Trata-se, acima de tudo, de um tributo de amor filial que eterniza o laço que sempre os uniu através da poesia, mas também de uma homenagem ao Jardim do Paço, já considerado uma maravilha de Portugal, e à cidade de Castelo Branco, por ambos tão amada.