Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior foram colocados 49 mil 991 estudantes. Isso mesmo referiu o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em nota enviada ao Ensino Magazine.
Os números apresentados representam um crescimento de 14% face ao ano passado. A Taxa de ocupação sobiu para 88,9%, atingindo 95,6% no ensino universitário e 80,0% no ensino politécnico. O número de colocados cresce 8,1% no ensino universitário e 24,5% no ensino politécnico.
Os dados das colocações, curso a curso e com as últimas notas de entrada, podem ser consultados AQUI a partir das 0h01 do dia 23 de agosto.
De acordo com o MECI, "Este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do Ensino Secundário e para a utilização de exames nacionais como provas de ingresso. O número de candidatos válidos também aumentou, atingindo 60 mil 513, após os resultados das reapreciações ou reclamações de classificações de exames finais nacionais do Ensino Secundário ou de outro elemento considerado no cálculo da nota da candidatura, conforme previsto no Regulamento do CNAES. São mais 11 mil 795 candidatos do que em 2025 e mais 2212 do que em 2024. Excluindo os anos da pandemia de COVID-19, trata-se do número mais elevado desde 1996".
A mesma informação adianta que "a taxa de ocupação é de 88,9%, mais 9,5 pontos percentuais (p.p.) do que em 2025. Este ano, a procura superou a oferta de vagas iniciais, com mais 4 285 candidatos válidos do que vagas disponíveis, invertendo a situação registada em 2025. A evolução da última década mostra que as vagas iniciais se mantiveram relativamente estáveis, enquanto o número de candidatos apresentou oscilações mais acentuadas, com máximos entre 2020 e 2022, uma redução acentuada em 2025 e uma recuperação em 2026"
Os dados agora divulgados mostram que "26 mil 819 estudantes, correspondentes a 53,6% do total, foram colocados na primeira opção, enquanto 9 643, ou 19,3%, foram colocados na segunda opção. No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções. A diferença entre as taxas de ocupação nas Instituições Universitárias e Politécnicas reduziu-se significativamente, passando de 28,7 p.p., em 2025, para 17,8 p.p., em 2026. No ensino superior politécnico foram colocados 16 679 estudantes, mais 3 497 do que em 2025 e correspondentes a 33,4% do total. O número de colocados cresceu 26,5% e a taxa de ocupação subiu para 77,9%".
De igual modo, verifica-se um aumento do número de colocados nas instituições localizadas no interior do país. "Em relação ao ano anterior, a taxa de ocupação das Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas no interior do país aumentou cerca de 9 p.p. Mantém-se, contudo, uma diferença territorial significativa. A taxa de ocupação é de 94,1% no litoral e de 69,2% no interior. As instituições do interior concentram 19,8% das vagas iniciais, mas 52,4% das
vagas disponíveis para a 2.ª fase", revela a mesma informação.
Para o Ministério da Educação, "o crescimento do número de candidatos e de estudantes colocados ocorre no primeiro ano de aplicação de uma maior flexibilidade na definição das provas de ingresso. Este ano, as IES puderam acrescentar aos elencos de provas de ingresso previamente definidos dois elencos alternativos, cada um constituído por uma única prova de ingresso, dando assim maior autonomia às IES na fixação das condições de acesso. Esta decisão do Governo retomou, assim, a regra que vigorou até 2024 (entre uma e três provas de ingresso)".
"Os estudantes colocados têm até 27 de agosto para realizar a sua matrícula e inscrição na Instituição de Ensino Superior em que ingressaram. A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 decorre entre 24 de agosto e 20 de setembro. Estão disponíveis 6639 vagas, menos 42,3% do que no ano anterior. A divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro", conclui a tutela.