O número de estudantes no Ensino Superior é o mais alto da última década e, apesar da diminuição de colocados no concurso nacional de acesso, contabilizam-se mais 6700 inscritos face ao ano anterior.
O balanço resulta do primeiro momento do inquérito ao Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES), com base nos dados reportados pelas instituições à data de 31 de dezembro de 2025.
Segundo o relatório, publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), àquela data estavam inscritos 447 mil 680 estudantes, mais 6705 face ao mesmo período do ano letivo 2024/2025.
É o valor mais alto da última década e, recuando até 2010/2011, o primeiro ano letivo com dados disponíveis na página da DGEEC, são mais 44 mil inscritos do que o total daquele ano, não existindo dados referentes apenas ao primeiro momento, em que os números são, por norma, mais baixos.
A tendência de aumento de estudantes no ensino superior volta, então, a confirmar-se, apesar da queda no número de colocados no último concurso nacional de acesso.
No final das três fases do concurso, ficaram colocados no Ensino Superior cerca de 45 mil alunos através daquela via acesso, uma diminuição de 10% face ao ano anterior.
Em linha com essa queda, o 1.º ciclo é o único com menos inscritos face ao primeiro momento do RAIDES de 2024/2025, contabilizando-se este ano 270 mil 830 inscritos em licenciaturas, menos 4445 do que no ano passado.
Por outro lado, é nos mestrados que se regista o maior aumento, de 115 mil 561 para 122 mil 922 inscritos, ou seja, mais 7361 mestrandos.
Este ano, há mais 2893 estudantes a frequentar um curso técnico superior profissional e mais 1121 inscritos em doutoramento.
O ensino superior público concentra 79% dos estudantes, que são, na sua maioria, mulheres (54%).
Por natureza e tipo de instituição, só os institutos politécnicos públicos registaram uma diminuição no número de estudantes, contando com menos 1315 inscritos face ao ano anterior.
O primeiro momento do RAIDES 2025 revela também um aumento do número de estudantes em mobilidade internacional, tanto de grau como de crédito.
Segundo os dados, 57 mil 581 estudantes estrangeiros escolheram instituições portuguesas para realizar o curso, a maioria em mestrados (22 mil 736) e licenciaturas (21 mil 985).
Quanto à mobilidade internacional de crédito, que se refere a períodos temporários de intercâmbio, como o programa Erasmus+, há este ano 14 mil 968 inscritos a esmagadora maioria em licenciaturas (9980) ou mestrados (4739).
Nos dois casos, o 2.º ciclo (mestrado) é aquele que regista maior aumento, de 8% na mobilidade de grau e de 35% na mobilidade de crédito.