O Festival Internacional de Clarinete de Castelo Branco (FICCB) vai juntar, entre 6 e 8 de novembro, alguns dos melhores intérpretes mundiais. O evento, que tem o apoio do Ensino Magazine, volta a ter o Cine Teatro Avenida como ponto central, mas o programa estende-se também ao Centro de Cultura Contemporânea. São esperados 200 músicos, dos quais 150 são clarinetistas.
Carlos Alves, diretor do Festival, considera que esta que é a “sexta edição do evento consolida a missão do festival descruzar gerações, linguagens e geografias”. Os palcos acolhem alguns dos maiores expoentes mundiais do instrumento, Florent Héau (França), Raquel Contreras (México), Roman Widaszek (Polónia), JavierLlopis (Espanha) e Sérgio Pires (Portugal), lado a lado com jovens talentos que representam o futuro da performance musical.
Uma das particularidades do evento, e que já é outra das imagens de marca, diz respeito aos diferentes masterclass orientados pelos principais artistas que atuam no Festival e cujas inscrições esgotaram praticamente assim que foram abertas as inscrições.
O diretor do Festival, solista principal da Orquestra da Casa de Música do Porto e professor na Escola Superior de Artes Aplicadas da Universidade Politécnica de Castelo Branco, destaca os três grandes concertos, entre eles a estreia mundial da Suite Mexicana para clarinete e orquestra, de Kevin Z. Zapo Hurtado, dia 6 no Cine Teatro, às 21h30min. “É o diálogo entre a tradição e a modernidade, entre o rigor técnico e a liberdade criativa, que a organização quer levar a cada concerto. Mais do que uma sucessão de espetáculos, o festival pretende ser um espaço de partilha, formação e comunhão artística”, diz Carlos Alves. Este que é o concerto de abertura terá no palco a Orquestra de Câmara da Guarda Nacional Republicana, dirigida pelo maestro Tenente Hélder Gonçalves, onde interpretará também obras de Stravinsky, Nielsen e Copland.
O concerto de Gala decorre no dia 7, também no Cine Teatro, à mesma hora. A Orquestra Sinfonietta de Castelo Branco, com o Maestro Bruno Cândido, apresenta obras de Mendelssohn, Molter, Saint-Saëns, Stamitz e Bizet.
O concerto de Encerramento, a cargo do Ensemble de Clarinetes da Esart e Convidados fecha o festival com obras de Vivaldi, Mangani, Márquez e Albéniz, no dia 8, às 18 horas, no Centro de Cultura Contemporânea.