Auditório do Centro de Cultura Contemporânea foi pequeno
Obra retrata vida de Joaquim Morão
O livro Joaquim Morão - mais de 30 anos
ao serviço da causa pública foi apresentado no passado dia 18 de
outubro, no auditório do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo
Branco.

A obra, da autoria dos jornalistas
João Carrega e José Júlio Cruz, retrata, através de diversos
apontamentos, as últimas quatro décadas do atual presidente da
Câmara de Castelo Branco e surge com os testemunhos dos primeiros
três presidentes da República após o 25 de abril, Ramalho Eanes,
Mário Soares e Jorge Sampaio, do ex-ministro da educação, Eduardo
Marçal Grilo, dos três presidentes de assembleias municipais com
que trabalhou (Torres Campos, Manuel João Vieira e Valter Lemos),
do presidente da Câmara de Castelo Branco eleito, Luís Correia, e
do pároco de Idanha-a-Nova, Adelino Lourenço.
A cerimónia encheu por completo o auditório do
Centro de Cultura Contemporânea, e contou com as intervenções de
Eduardo Marçal Grilo, Valter Lemos (a quem coube apresentar a
obra), dos autores do livro e de Joaquim Morão.
Com uma edição da RVJ - Editores, o livro surge
dividido em vários capítulos e conta diferentes histórias sobre o
percurso do autarca, como a vinda e decisão de Joaquim Morão se
candidatar à Câmara de Castelo Branco e a conversa que então
manteve com César Vila Franca, ou ainda de Idanha-a-Nova onde foi
também comandante dos Bombeiros e onde desempenha o cargo de
Provedor da Santa Casa da Misericórdia.
«Joaquim Morão,
Mais de 30 anos ao serviço da causa pública» é, segundo os seus
autores, um livro onde são apresentados diversos "apontamentos
sobre o percurso daquele que é considerado um autarca modelo no
nosso país". Um percurso que é ilustrado com fotografias da sua
vida política e pessoal, das obras que realizou e dos momentos que
estão na história dos concelhos de Idanha-a-Nova e Castelo
Branco.

Para além desses apontamentos,
surge também a última grande entrevista concedida por Joaquim Morão
à comunicação social, os discursos mais marcantes efetuados pelo
autarca e a última carta que escreveu aos albicastrenses.
De fácil leitura, o livro procura dar a conhecer as
diferentes facetas de Joaquim Morão, um autarca que, como refere
Eduardo Marçal Grilo, se tornou "para quase todos os albicastrenses
uma referência, podendo dizer-se que a cidade o adotou como um dos
seus filhos".
Já Valter Lemos lembrou que o trabalho de Joaquim
Morão em Castelo Branco ficará na história da cidade para sempre.
"Mesmos os seus mais empedernidos adversários são incapazes de
negar tal evidência".

Rogério Ribeiro, José Ceia e José Costa