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Director Fundador: João Ruivo Director: João Carrega Ano XXI Nº248  Outubro 2018
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Universidade

UBI, Aveiro e Coimbra
Consórcio assinado até junho

As universidades da Beira Interior, Aveiro e Coimbra vão formalizar a criação de um consórcio entre as três instituições da região Centro até final de junho, afirmou o reitor da Universidade da Beira Interior (UBI), António Fidalgo, na reunião do Conselho Geral, a 27 de fevereiro.

A futura ligação - que está, neste momento, a receber contributos das universidades envolvidas, especificou António Fidalgo - terá contornos parecidos com a UNorte.pt, estabelecida no início do ano entre as universidades do Minho, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O diálogo contou com a participação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. "Os reitores das três universidades têm reunido com regularidade na CCDR-C com a presidente Ana Abrunhosa", explicou António Fidalgo, acrescentando que considera benéfico, tal como os outros dois reitores, que se chegue a um acordo semelhante ao que aconteceu no Norte.P1011402.JPG

Há três diretrizes a orientar o convénio, "capacitação, internacionalização e empreendedorismo", que pretendem aprofundar a cooperação "em vista a um melhor aproveitamento das verbas disponíveis no Portugal 2020 e mais concretamente no Centro 2020".

O protocolo não implicará uniões mais aprofundadas. Nomeadamente o dossiê sempre sensível das fusões. António Fidalgo esclareceu que "a criação de um consórcio à semelhança da UNorte, nada tem a ver com a fusão das universidades envolvidas e deve ser salientado devido às confusões que se fazem e têm vindo a ser feitas sobre o tema". Estes consórcios, "em termos de lei, não têm qualquer vinculação, neste momento".

António Fidalgo salientou ainda que as transferências do Orçamento Geral do Estado "são insuficientes" e há um "subfinanciamento crónico da UBI". Apesar de se saber que não haverá alterações da parte do Governo no envelope financeiro que toca às instituições de Ensino Superior, os responsáveis da Beira Interior estão a tentar "que as dotações sejam pelo menos suficientes para cobrirem as despesas de funcionamento".

Já no que toca à nova fórmula de financiamento que está a ser trabalhada, António Fidalgo considera que pode beneficiar a Universidade da Beira Interior.

"Tenho vincado sempre a necessidade do financiamento das instituições ser feito não apenas tendo em atenção o histórico, como acontece desde 2006, reivindicando sempre o financiamento mediante uma fórmula. Neste aspeto, avançou-se bastante e aí é de louvar o esforço do atual secretário de Estado do Ensino Superior, porque apresentou ultimamente um modelo que constitui, até ao presente, o documento mais sólido sobre o tema", explicou.

Rodolfo Pinto Silva