UBI, Aveiro e Coimbra
Consórcio assinado até junho
As universidades da Beira
Interior, Aveiro e Coimbra vão formalizar a criação de um consórcio
entre as três instituições da região Centro até final de junho,
afirmou o reitor da Universidade da Beira Interior (UBI), António
Fidalgo, na reunião do Conselho Geral, a 27 de
fevereiro.
A futura ligação - que está,
neste momento, a receber contributos das universidades envolvidas,
especificou António Fidalgo - terá contornos parecidos com a
UNorte.pt, estabelecida no início do ano entre as universidades do
Minho, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
O diálogo contou com a participação
da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
"Os reitores das três universidades têm reunido com regularidade na
CCDR-C com a presidente Ana Abrunhosa", explicou António Fidalgo,
acrescentando que considera benéfico, tal como os outros dois
reitores, que se chegue a um acordo semelhante ao que aconteceu no
Norte.
Há três diretrizes a orientar o
convénio, "capacitação, internacionalização e empreendedorismo",
que pretendem aprofundar a cooperação "em vista a um melhor
aproveitamento das verbas disponíveis no Portugal 2020 e mais
concretamente no Centro 2020".
O protocolo não implicará uniões
mais aprofundadas. Nomeadamente o dossiê sempre sensível das
fusões. António Fidalgo esclareceu que "a criação de um consórcio à
semelhança da UNorte, nada tem a ver com a fusão das universidades
envolvidas e deve ser salientado devido às confusões que se fazem e
têm vindo a ser feitas sobre o tema". Estes consórcios, "em termos
de lei, não têm qualquer vinculação, neste momento".
António Fidalgo salientou ainda que
as transferências do Orçamento Geral do Estado "são insuficientes"
e há um "subfinanciamento crónico da UBI". Apesar de se saber que
não haverá alterações da parte do Governo no envelope financeiro
que toca às instituições de Ensino Superior, os responsáveis da
Beira Interior estão a tentar "que as dotações sejam pelo menos
suficientes para cobrirem as despesas de funcionamento".
Já no que toca à nova fórmula de
financiamento que está a ser trabalhada, António Fidalgo considera
que pode beneficiar a Universidade da Beira Interior.
"Tenho vincado sempre a necessidade
do financiamento das instituições ser feito não apenas tendo em
atenção o histórico, como acontece desde 2006, reivindicando sempre
o financiamento mediante uma fórmula. Neste aspeto, avançou-se
bastante e aí é de louvar o esforço do atual secretário de Estado
do Ensino Superior, porque apresentou ultimamente um modelo que
constitui, até ao presente, o documento mais sólido sobre o tema",
explicou.